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Abicalçados destaca preocupação com crescimento das importações

Durante a cerimônia de abertura da Couromoda, o presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, alertou para o crescimento das importações de calçados e a perda de mercados no exterior, mas demonstrou confiança na continuidade do crescimento do consumo no mercado interno, que em 2011 foi superior ao PIB.

Conforme Cardoso, em 2011 a indústria de calçados foi novamente colocada à prova. As importações cresceram 40% em valor. Somente na Indonésia, o volume de pares importado foi 52% maior no ano passado. Além disso, mercados importantes fecharam-se ou foram tomados por competidores de países com moedas artificialmente desvalorizadas, forte intervenção estatal e condições de trabalho quase pré-industriais.

As empresas brasileiras investiram em novos destinos para seus produtos, novas tendências e qualidade em 2011, mas suas exportações caíram 13% em valor e 21% em pares. Ainda assim, o setor fechou o ano com superávit comercial de US$ 868,5 milhões. “Somos um dos poucos segmentos da manufatura do Brasil que continuam a registrar saldos positivos nas transações com o exterior, o que prova, mais uma vez, o dinamismo da indústria brasileira de calçados”, disse Cardoso.

No mercado interno, o consumo de calçados cresceu mais do que o PIB no ano passado, comportamento que deverá se manter devido ao aumento no consumo das famílias, favorecido pelos aumentos reais de salários, pelas políticas públicas de inclusão social e pelo crescimento do crédito.

No entanto, os empresários vislumbram um período de recuperação e mantêm suas fábricas prontas para uma arrancada imediata ao primeiro sinal de retomada dos negócios. Esta expectativa positiva já é uma resposta do setor ao plano Brasil Maior, à ligeira recuperação da defasagem cambial e ao início dos procedimentos de defesa comercial e de ação fiscal, visando combater a concorrência desleal, fraudulenta e predatória.

Substituição da produção
A avaliação da Abicalçados é de que está em curso um processo contínuo de substituição da produção que precisa ser denunciado e atacado. Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de outubro de 2011 revelam que o faturamento da indústria de calçados cresceu 20,4% no acumulado até outubro. As horas trabalhadas, porém, caíram 1,1%. “Esta realidade revela tentativa de substituir a complexidade da produção local por facilidade e rentabilidade da importação”, destaca Cardoso. Segundo ele, já há empresas, no Brasil, de tradição industrial, que duplicaram o faturamento nos últimos quatro anos sem crescimento mensionável no número de empregos.

Medidas devem favorecer calçadistas
Com medidas em análise por parte do governo federal, a situação deverá tornar-se mais favorável aos calçadistas brasileiros. A exclusão do PIS e da Cofins da base de cálculo dos salários, a valorização do dólar para R$ 2,15 e a extensão das barreiras contra produtos de originários do Vietnâ, China e Indonésia (país que ampliou em 52% as exportações ao Brasil em 2012) devem tornar os produtos brasileiros mais competitivos.
Além destas, outras medidas deverão ser anunciadas em breve. Entre elas estão a Operação Passos Largos, contra fraudes, a investigação contra triangulação (envio de produtos chineses ao Brasil através de outros países), a investigação contra certificados de origem falsos, a oferta de novas linhas de financiamentos por parte de instituições bancárias federais e as ações de promoção comercial do Brazilian Footwear, através do qual o calçado brasileiro já chega a 150 países.

“O governo federal sabe da importância da indústria para um país continental como o nosso, com 200 milhões de residentes. Sabe, também, que, para o Brasil, o incentivo ao crescimento da indústria é o meio mais adequado para propagar o desenvolvimento social através da transformação do conhecimento em riqueza. Deu provas contundentes disso nas recentes medidas de defesa da produção nacional de automóveis e suas partes e o fará novamente com medidas de apoio ao setor calçadista”, finalizou Milton Cardoso.

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