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Assomac: a questão da situação

Foi realizada em Vigevano (Itália) a habitual assembleia da Associação Italiana dos Fabricantes de Máquinas e Assessórios para Calçados, Peleteria e Curtumes, ocasião em que o presidente Giovanni Bagini definiu exatamente a situação do setor no quadro mais genérico da economia italiana e internacional.

“A Itália passou de uma fase de graves dificuldades para uma fase de emergência. Sendo a riqueza do nosso país produzida especialmente pela pequena e média indústria. A recuperação econômica da qual tanto se fala não pode deixar de passar pelo corte das despesas públicas e de iniciativas concretas de apoio à produção industrial. As medidas tomadas até agora se limitaram a uma série de manobras com base em impostos, fazendo com que as empresas italianas sofram dedução fiscal total de 68,6%; um recorde na Europa. Por sua vez, a reforma trabalhista criou maior rigidez nas dispensas, com reforço no papel dos juízes e aumento dos custos das demissões, tudo quando as empresas italianas teriam necessidade de flexibilidade e não de mais burocracia”, – prosseguiu Bagini.

O quadro internacional mostra a evidente afirmação dos novos países líderes: os chamados “países avançados”, que contraíram diferentes dívidas com países, como China ou Coreia em troca do compromisso de comprar seus produtos sem impostos de importação, com o resultado que hoje, por exemplo, Pequim tem aproximadamente 15% da dívida pública italiana.

Para a Itália o problema é o balanço público, para a Espanha o endividamento das famílias, para os EUA as duas coisas. O fato é que, para superar a crise, é necessário conter esta dívida, enquanto assistimos à emergência de novos países líderes, como China (que recentemente superou o Japão em termos de PIB), Brasil (que já superou Itália e Reino Unido), além de Índia e Rússia.

“Nesse contexto cabe a ação da Assomac, que parte de duas premissas essenciais: a realização dos objetivos só pode ocorrer se eles forem compartilhados; há uma necessidade de redirecionar as escolhas do passado para atualizá-las à situação atual e futura, mas respeitando a continuidade”, enfatizou Bagini.

Quanto aos mercados de referência em termos mundiais, a figura mostra ampliação da base de consumo e aumento no número de sapatos; em particular, em todo o mundo crescem o mercado chinês e as vendas online. Assistimos, então, a uma afirmação das grades marcas de distribuição, com inclusão de capitais americanos e europeus e também de chineses, indianos e turcos.

Aumenta, também, a demanda por qualidade, produtos de couro e eco-friendly, assim como a transferência da produção em busca de menores custos trabalhistas, (com a China, por exemplo, que transfere para o Vietnã, Indonésia e Etiópia), enquanto se reduzem as importações de calçados da Europa.

O mercado italiano, por sua vez, parece centrado na exportação, força motriz da economia, com aumento de 18% na exportação de pele, componentes e calçados, em 2011, embora o primeiro trimestre de 2012 mostre um desaquecimento equivalente a 8,5%, conforme dados ISTAT.

O luxo “made in Italy” não sofre, mas não se pode dizer o mesmo dos produtos de faixa média. Em suma, a exportação calçadista à qual é destinada 80% da nossa produção nacional, assinala alta de 3,4%, equilibrando, assim as dificuldades do mercado interno.

Positivos também são os resultados da indústria de curtimento, com vendas rebocadas pela exportação que representa 70% do valor do faturamento total do setor. Enfim, quanto à peleteria, depois da forte recuperação de 2010, prossegue a tendência positiva com incremento de 20,4% em 2011.

Os dados referentes ao setor de máquinas mostram crescimento de 14,2% no volume de negócios, superando os valores pré-crise de 2008. As exportações aumentaram 16,4% em valor absoluto: máquinas para tratamento do couro (+17,6%), peleteria (+ 22,77%), máquinas para calçados tradicionais (-0,34%), mas crescem as peças (+25,39%) e as máquinas para calçados de material sintético (+41,23%). No entanto, o primeiro trimestre de 2012 iniciou com (-6%) nas exportações, mostrando um cenário futuro pouco animador.

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