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Brasileiros participam de missão na China


A missão comercial brasileira na China, realizada entre os dias 17 e 27 de outubro, foi de grande produtividade para as oito marcas brasileiras participantes, que puderam conhecer melhor o mercado local, através da participação em eventos, palestras e visitação a importantes pontos de vendas daquele País.

A viagem foi promovida pelo Brazilian Footwear, programa de promoção das exportações de calçados brasileiros, parceria entre Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Participaram da missão as marcas Albanese, Amazonas, Anatomic & Co, Dumond, Miucha/Huberto S. Muller, Radamés, Sapatoterapia e Stéphanie Classic. A próxima ação na China deve acontecer em março de 2013, quando haverá uma exposição sobre a moda brasileira em paralelo a Semana de Moda da China.

Missão
No dia 17, em Xangai, os representantes das marcas tiveram uma reunião com representantes do Super Brand Mall, um dos mais importantes shopping centers da cidade. No dia seguinte, as marcas participaram de um pequeno showroom, onde tiveram contato com compradores chineses interessados em trabalhar com o Brasil. “A interação promovida com o showroom foi de extrema importância para o entendimento do mercado. Tivemos dois contatos muito interessantes, que podem evoluir”, declarou Giuseppe Dl Vecchio, vice-presidente internacional de vendas da Miucha/Huberto S. Muller.

No dia 20, o Brazilian Footwear promoveu um Workshop com especialistas que falaram sobre a cultura, o potencial de mercado, os hábitos de consumo e as oportunidades para as marcas brasileiras no País. Lígia Liu, uma brasileira de origem chinesa, com experiência de 11 anos de trabalho na Embaixada brasileira na China e dois anos no Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim, também falou sobre as tendências de mercado e sobre a história da China, a fim de explicar alguns traços da cultura do País. Lígia comentou sobre o aumento exponencial das compras on-line. “Existe uma expectativa de que esse mercado cresça de 30% a 50% com o uso de plataformas como o Paypall”, explicou.

O diretor da LifeStyle Logistics, empresa responsável pela logística de importação de marcas como a Zara, André Suguiura, ressaltou que o futuro está na venda via Omni Channel, ou seja, uma integração entre os canais clássicos, como a loja e o catálogo, e os modernos, como o mobile e a internet. “Hoje esse modelo já existe, e um exemplo é a Apple. Os consumidores podem comprar pela internet, pagar pelo celular e trocar o produto na loja. O processo é integrado”, concluiu.

Feira
As oito marcas brasileiras participaram da feira Top SFA – Top Shoes and Fashion Accessories, que aconteceu em Pequim, entre os dias 24 e 26 de outubro. Durante o evento, marcado pela intensa movimentação de visitantes no estande brasileiro, a promotora da mostra organizou o “Brazilian Day”, uma homenagem ao Brasil, com visita de celebridades locais – que desfilaram produtos brasileiros, palestras e coquetéis.

O coordenador da Unidade de Projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes, ressaltou a qualidade dos contatos realizados na feira. Ele, junto com Harisson Wu, presidente da feira, participou de uma coletiva de imprensa com jornalistas locais e explicou sobre as diferenças principais entre os produtos chineses, italianos e brasileiros. “O Brasil está trazendo uma proposta de marca forte, mas voltada para a classe média chinesa, que está em constante crescimento. Com esse posicionamento, nossas marcas atendem ao público que busca produtos diferenciados, tanto em qualidade quanto em design, mas que não está disposto a pagar os preços praticados pelas grandes marcas internacionais”, declarou. Wu concorda. “Estive no Brasil e percebi um potencial incrível. Os produtos se encaixam perfeitamente no espaço entre as grandes marcas mundiais e a produção em massa chinesa”, concluiu.

Avaliação
As marcas Anatomic & Co, Dumond e Albanese, que participam da Missão Brasil-Ásia desde a primeira edição, percebem já uma evolução em termos de negócios e mesmo de conhecimento da cultura brasileira. “A própria China está evoluindo, assim como as relações com o Brasil e a percepção sobre nossos produtos. Outro aspecto interessante é que o preço já não é mais um grande problema, já que os produtos chineses estão ficando cada vez mais caros”, contou João Conrado, diretor da Ghetz, que representa a Anatomic & Co.
Para a Dumond, que trabalha a venda de franquias da marca no mercado, o processo exige o investimento de parceiros locais. “Hoje entendemos como o mercado funciona e temos nossa estratégia formada”, explicou Maurício Rahmeier, do setor de exportação do Grupo Paquetá. Cícero Castro, responsável pela exportação da Abanese, destaca as mudanças no mercado. “O comportamento de consumo chinês mudou. Quando começamos a trabalhar no mercado, há dois anos, os shoppings de luxo tinham um fluxo de pessoas e de compras muito alto. Hoje, esse fluxo está concentrado nos locais que vendem para o público médio-alto, que é exatamente o posicionamento das marcas brasileiras.”, comentou.

Para Frederico Pucci, responsável pela exportação da Amazonas Sandals, já é visível a mudança da percepção dos chineses em relação aos produtos brasileiros. “Fizemos alguns ajustes na coleção e a aceitação do produto aumentou muito. Também percebo que o apelo sustentável das nossas sandálias traz um aspecto muito positivo para o conceito de Brasil na China”, comentou. A marca pretende abrir lojas em Guanzou até o início do próximo ano. “Nosso produto é favorecido pelo clima da cidade, que é sempre quente”, declarou Pucci.

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