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CALÇADOS E BOLSAS: Indústria italiana em busca de alternativas

Calçados e bolsas são parte essencial do mosaico que torna o estilo italiano famoso no mundo. De um lado está a criatividade dos designers, que a cada estação lançam ideias para novos modelos de sapatos e bolsas. De outro, a capacidade manufatureira, composta por pequenos e grandes ateliers, mas também por verdadeiras fábricas e plataformas logísticas de vanguarda, que a partir de cidadezinhas do Vêneto, da Toscana, do distrito de Vigevano e de inúmeras outras regiões, enviam suas produções para todo o mundo. Calçados e bolsas são, em suma, "styled" e "made" in Italy ao mesmo tempo.

O panorama é variado, feito de empresas cotadas em Bolsa, como Tod's e Geox, somente para citar dois nomes de empresas especializadas, mas podemos acrescentar colossos do calibre da Prada, que produz vestuário e muitos outros itens, mas é dos acessórios que retira mais da metade de sua receita. 
Essas marcas históricas foram transferidas, ao longo do tempo, para grandes grupos franceses, como Sergio Rossi ou Bottega Veneta, ambos controlados pela Kering. Há também as francesas da LVMH, que na Riviera del Brenta construíram uma fábrica modelo assumindo dezenas de artesãos, jovens e menos jovens vítimas da crise. Hoje, o colosso que controla Louis Vuitton, Emilio Pucci, Fendi e Bulgari, entre outros, produz todos os sapatos no Veneto e orgulhosamente os vende com a inscrição "made in Italy".

Muitas empresas nos últimos anos conseguiram tornar suas marcas muito conhecidas no exterior, da Lotto e Stonefly à Frau, da NeroGiardini à Alberto Guardiani e Fratelli Rossetti, para chegar ao topo da gama nos sapatos femininos, representado por Giuseppe Zanotti ou Vicini. Mas o fenômeno existe também na área de bolsas, embora em escala ligeiramente menor. Ao lado de marcas de luxo, como Valextra, existem empresas históricas, tal como Serapian e Braccialini, que lançam produtos 100% made in Lombardia e 100% made in Toscana.

Exportação é saída para médias e grandes empresas, para as quais o cenário não é negativo, apesar da crise mundial: quem dispõe de uma carteira de mercado bem variada compensa as quedas na Itália e na Europa com o crescimento na Rússia e na Ásia e, em perspectiva, na América do Sul. 
Os problemas assombram mais as empresas menores, como afirma Cleto Sagripanti, presidente da Assocalzaturifici, entidade que representa 70% do faturamento nacional do setor. "As empresas que não dispõem de marca forte precisam do mercado interno, que hoje não existe", diz Sagripanti, sem meias palavras."Não gosto de usar tons catastróficos, mas o risco de que tantas pequenas empresas e estúdios venham a fechar é concreto e é hoje, não amanhã".

Ele prossegue: "devemos insistir em dois argumentos junto ao Governo: a redução da carga fiscal, que ajudaria a folha de pagamento e incentivaria o consumo; e a isenção de imposto nas despesas em pesquisa e desenvolvimento. A lista de medidas para médio prazo é longuíssima" – ressalta o presidente dos calçadistas – "e mais cedo ou mais tarde iremos apresentá-la. Agora, porém, nos concentramos em pedidos que consideramos passíveis de ser aceitos. Sabemos que estas medidas terão um impacto no gasto público, mas devendo escolher entre as contas públicas em ordem e a sobrevivência de um sistema manufatureiro importante, creio que qualquer Governo sábio optaria pela segunda hipótese".

Os dados totais do setor italiano de calçados são claros: em 2012 a produção caiu 1,4% em valor (7,1 bilhões de euros) e 4,1% em volume, abaixo da quota simbólica de 200 milhões de pares. O número de funcionários apresentou queda de 2% e as empresas ativas caíram para 5.356, ou seja, 250 fábricas de calçados a menos em comparação com 2011. Graças aos países extra União Europeia, o saldo comercial atinge 3,8 bilhões de euros (+2,6% sobre 2011), mas o cenário continua preocupante.

Os dados da área de bolsas são melhores: a produção em 2012 subiu para 5,1 bilhões (+9,4%) e a exportação deu um salto de 21,8%. Mas, mesmo neste caso, pesa a queda do consumo interno (-4,4%). "Devemos nos concentrar na exportação, visto que o consumo na Itália está parado", diz Giorgio Cannara, presidente da associação italiana dos fabricantes de bolsas e artigos de viagem (AIMPES). "Para sermos conhecidos pelos clientes estrangeiros há duas possibilidades: a primeira é ir ao encontro deles, mas isto requer custos enormes. Ou é preciso fazê-los vir aqui: é para isto que serve uma feira como a Mipel, realizada em Milão duas vezes por ano, juntamente com a mostra de calçados Micam. Se aumentarmos o volume destes visitantes, existirá a vantagem de vender aos compradores não apenas os nossos produtos, mas também a imagem da Itália, que ainda é muito positiva, em termos de estilo de vida".

(Transcrito de Il Sole 24Ore).

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