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Camisas e mais camisas, chuteiras, bolas e objetos contam a história do futebol e da moda dos gramados no Brasil

Já imaginou um jogador entrar em campo usando uma touca na cabeça para se proteger da bola de couro extremamente dura e cheia de grossas costuras? Ou usando pesadas botas de trabalhadores adaptadas para jogar? Impossível tal imagem se pensarmos na alta tecnologia empregada hoje no vestuário dos jogadores que encantam a maior paixão nacional: o futebol.

Essa evolução do design nos uniformes, a moda que saiu das ruas para os gramados e depois dos gramados para as ruas e a própria formação do povo brasileiro contada pela história do futebol é o mote da exposição BRASIL um país um mundo. A exposição chegou em São Paulo no dia 10 de junho depois de percorrer as outras cidades sede da Copa e fica até o termino do mundial, em 15 de julho. 

No Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, a Mostra integrante da Programação Oficial do Governo Federal da Copa do Mundo FIFA 2014 tem um acervo composto de relíquias que levam o visitante numa viagem pelo tempo até os anos 30, reunindo camisas usadas em jogos de Copas, campeonatos oficiais e jogos amistosos, troféus, medalhas, bolas e chuteiras. 

A exposição foi dividida em eixos temáticos que mostram como o futebol permeia as mais diversas áreas de conhecimento, e um deles é o de Moda onde o corte e o estilo dos uniformes de futebol nas várias décadas, desde o século 19, são analisados. A maioria do que está exposto faz parte do acervo do colecionador Paulo Gini que possui mais de 4 mil itens relacionados ao futebol, nenhum comprado em loja, todos oficiais pertencentes a jogadores que foram arrematados em leilões ou que ganhou de presente. A coleção é reconhecida pela FIFA.

A historia e a moda dos gramados

No século 19, os jogadores não podiam usar calção nem ficar com o corpo descoberto, os juízes usavam paletó em campo, alguns jogadores ingleses usavam kep na cabeça. As chuteiras chegavam a pesar 500g e só começaram a ficar mais leves no final dos anos 40 e as bolas com grossas costuras, passaram a ter um arremate melhor. 

“Na exposição dá para perceber claramente essa evolução da roupa e da tecnologia no futebol. O dress coad da época era o da rua, hoje esse caminho é o inverso, a moda do gramado foi para as ruas. Assim como a Formula 1, o futebol experimenta como o que é usado em campo pode ser usado nas ruas também”, diz o curador da exposição, o jornalista Ricardo Corrêa.

Mas nem sempre foi assim. Ricardo conta que só nos anos 60 os calções ficaram mais largos permitindo ao jogador se movimentar melhor. O Brasil jogou durante anos com o mesmo modelo e só trocou o uniforme em 1977. Porém, segundo ele, o que provocou mesmo uma reviravolta na moda dos gramados foi após a separação dos irmãos Dassler, donos da Adidas no final dos anos 40. Um ficou com a marca e o outro lançou a Pulma, a disputa impulsionou um novo conceito e mercado entre os anos 50 e 60. Com a chegada da Nike o mercado do vestuário esportivo explodiu definitivamente. 

“Mas ninguém conseguia comprar as camisas, não tinha nada oficial. As marcas começaram uma disputa, mas sem visão de mercado. Nos anos 90 já se tem o alinhamento da moda com o futebol e hoje alguns clubes da Europa faturam 35 milhões de dólares em hoyalties com a venda de camisetas”, explica Ricardo.


Tecnologia e cor, muita cor

Na constante busca para baixar o peso das roupas e aumentar a flexibilidade dos jogadores, as pesadas botas de couro deram lugar a chuteiras que hoje pesam 135 gramas, as camisas que pesavam com o suor, hoje não o retém e são cada vez mais leves e cheias de tecnologia. E o que dizer das cores usadas por alguns jogadores?

“Garotos como o Neymar libertaram os meninos do preconceito que passaram a usar tênis cor de rosa ou dourado sem a menor cerimônia. Impensável que um dia, na década de 60, o goleiro Raul Plassman foi chamado de Wanderléia só porque entrou em campo com uma camisa amarela, mas foi aí que acabou o marasmo das cores cinza, preto e branco”, se diverte o curador da exposição”.

De uns anos para cá muitos estilistas se inspiram no futebol para desenhar suas coleções para a alegria do brasileiro. Quando a consultora de moda Lilian Pacce, uma das curadoras da mostra conheceu o acervo, disparou: “os meninos parecem peruas loucas por sapato só que falando de camisas de futebol”. Alguém dúvida?

“O futebol no Brasil é um fenômeno específico da própria mistura do nosso povo. Falar de futebol, é falar de Brasil”, finaliza Ricardo Corrêa.

Serviço:
A exposição BRASIL um país um mundo funcionará de terça a domingo até 15 de julho, das 9h às 17h, com entrada grátis.

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