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CLUSTERS CALÇADISTAS – Paranhana, potência produtiva e referência em moda

O Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul, é um dos principais clusters calçadistas do mundo. Além da alta produção, a região concentra algumas das principais grifes brasileiras de sapatos, que estão nos pés de consumidores de todo o mundo. Design em sintonia com as principais tendências de moda do mundo, qualidade – da mão de obra e das matérias-primas -, tradição e espírito empreendedores do empresário local colocaram a região no mapa mundial do segmento calçadista.

Segundo dados da Associação Braileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as cidades que englobam o polo e que contam com fábricas de sapatos são Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante, Taquara, Riozinho, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Lindolfo Color e Presidente Lucena. Conforme os dados da entidade de 2013, os mais recentes, estes municípios reunidos somavam 967 fábricas.

Estes empresas, ainda de acordo com o levantamento da Abicalçados, eram responsáveis por 32.795 empregos diretos. Parobé, que tem forte vocação exportadora, lidera o ranking dos postos de trabalho, com 8.734 vagas, seguida pelas cidades de Igrejinha (7.611 empregos) e Três Coroas (6.731 empregos), sendo estas duas últimas caracterizadas por grandes produções, marcas reconhecidas e atuação pulverizada nos mercados interno e externo.

O relatório da Abicalçados aponta que as indútrias de sapatos do Vale do Paranhana exportaram, em 2014, 5,31 milhões de pares, que geraram faturamento de US$ 113,98 milhões. O cluster havia enviado ao exterior, no ano anterior (2013), 4,99 milhões de pares, que geraram divisas da ordem de US$ 114,93 milhões. Ou seja, na comparação de 2014 com 2013, registrou-se queda de 0,83% na receita e incremento de 6,48% no volume enviado ao exterior.

Os dez principais destinos dos calçados do Vale do Paranhana são, na ordem, França, Chile, Bolívia, Rússia, Estados Unidos, Argentina, Itália, Reino Unido, Colômbia e Equador. Estes países compraram, em 2014, 2,92 mihões de pares, ou 55,1% do total. O faturamento com as vendas para estas nações somou US$ 67,60 milhões, o que equivale a 59,30% do total, em termos financeiros.


Projeto, feito em parceria entre Abicalçados e
Sebrae, capacita arranjo produtivo local

Durante o biênio 2015/2016, o desenvolvimento da produção calçadista do Vale do Paranhana segue amparado por um importante reforço. No dia 26 de janeiro, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS) firmaram a nova fase do programa que capacita micro e pequenas empresas prestadoras de serviços do setor, especialmente focado nos ateliês que assumem a terceirização da preparação, costura e montagem de calçados. 

O Projeto Desenvolver o Arranjo Produtivo do Calçado nos Vales do Sinos e Paranhana visa atender de 60 a 80 unidades de fornecimento. De acordo com a gestora de projetos do Sebrae para as regiões do Sinos, Caí e Paranhana, Carolina Strack Rostirolla, entre os objetivos desta edição estão aumentar a lucratividade dos assessorados, diminuir o retrabalho, implementar ferramentas de controle e aumentar a eficiência produtiva.

Moda e eficiência
O gerente regional do Sebrae, Marco Copetti, explicou que a instituição segue duas grandes frentes de trabalho. Uma delas é fomentar o desenvolvimento da indústria nos quesitos moda, conforto e qualidade, aumentando assim o valor agregado do produto final. A outra refere-se ao fortalecimento de uma cadeia produtiva essencialmente eficiente. “Estes são fatores preponderantes para a indústria calçadista. Temos desafios pela frente, uma nova configuração de mercado… Mas vamos enfrentá-los unidos”, declarou ele, logo após destacar que a ação depende da parceria de entidades, fabricantes e prestadores de serviços. 

Quatro empresas de grande porte apoiam a iniciativa. Entre elas está a Ramarim, calçadista que trabalha com 24 ateliês. “O projeto é caminho para que os fornecedores tenham suas capacidades potencializadas, tornando-se competitivos no mercado. Apoiar a ação não favorece somente a Ramarim, mas toda a cadeia deste setor”, declarou o gerente de Terceirização da empresa, Jair Rostirolla.

Estreante no grupo de nove âncoras de médio porte, a Jaise Calçados emprega quatro ateliês. Segundo o diretor administrativo Adair Flor Reinaldo, a inserção no projeto oferece atributos de grande importância para o cluster. “É uma forma de reestruturar micro e pequenas empresas e garantir a altíssima qualidade do nosso calçado”, definiu.

Conquistas da edição 2013/2014
Na fase anterior do projeto, encerrada em dezembro de 2014, foram realizadas 6.723 horas de consultoria, sendo 70% delas voltadas ao tema inovação. Somam-se a isto 54 cursos, 30 palestras, 18 reuniões de análise crítica e três rodadas de negócios.

Entre os resultados obtidos estão o aumento de 12,64% no lucro líquido operacional dos participantes e a redução de não-conformidade em índices de até 7,6%. 

Âncoras do projeto:
Grande porte: Luz da Lua, Usaflex, Ramarim e ZZSAP;
Médio porte: ESB Calçados, IBL Calçados Eireli, Calçados Graziela, Jaise Calçados, Calçados Viadei, Zenglein & Cia, Henrich & Cia, Roxci Indústria, Comércio e Assessoria Empresarial e Vercelli Indústria e Comércio de Calçados Eireli.

Leia também:
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