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CLUSTERS CALÇADISTAS – Presidente do sindicato de Três Coroas, Werner Müller Júnior fala dos desafios do setor na região

O município de Três Coroas é um dos mais relevantes no cluster calçadista do Vale do Paranhana. O Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas (SICTC) conta com 73 empresas associadas, sendo 25 delas do ramo calçadista. Confira abaixo entrevista com o empresário Werner Arthur Müller Júnior, diretor da Werner Calçados e presidente do SICTC para o biênio 2015/16. Ele fala sobre os desafios da entidade que congrega somente empresas de Três Coroas. São 73 associadas, sendo 25 delas do ramo calçadista. Estas indústrias produzem cerca de 11,13 milhões de pares ao ano, sendo que 99,5% deste montante é de calçados femininos. Deste total, 645,41 mil pares foram enviados ao exterior. 


Quais são os verdadeiros diferenciais dos calçados produzidos em Três Coroas?

A maioria de nossas empresas são conhecidas no mercado brasileiro por serem lançadoras de moda e por possuírem qualidade diferenciada nos seus produtos. Isto vem da mentalidade de nossos empresários de investir em identidade de marca, em design de produtos e na constituição de uma mão de obra especializada, que historicamente existe em nossa região.

Qual o perfil do calçado produzido no polo?
Devido às diversas empresas existentes, podemos considerar que o nosso polo atua em todos os segmentos varejistas do calçado feminino. Atendemos desde as sapatarias populares, até aquelas focadas no alto valor agregado; lojas de departamentos, boutiques e redes franqueadoras.
 
O segmento feminino é o mais exigente em termos de tendência e atualizações. Como o polo se capacita em moda?
A maioria das empresas possuem o seu próprio sistema de pesquisa e desenvolvimento, e preferem manter o sigilo industrial nestas questões. O sindicato apoia e promove institucionalmente ações junto com outras entidades do setor que auxiliam os fabricantes na questão da pesquisa de tendências, como as palestras promovidas pela Assintecal. Para corroborar, uma das metas do SICTC para 2016 é montar a primeira turma de Criação e Modelista Técnico na nossa Escola do Sapateiro. O grande objetivo é formar na região mais profissionais capacitados nesta área, assim como já vem ocorrendo na formação de Sapateiros Completos, curso que já graduou 180 alunos.
 
A inovação tecnológica também é constante. De que forma ela está inserida no polo?
Existem vários tipos de empresas em nossa cidade, bem como vários tipos de produtos. Algumas utilizam as mais altas tecnologias em processos de linhas de produção, com produtos padronizados; enquanto outras utilizam estruturas produtivas em pequenos grupos, que primam por peças mais elaborados e artesanais. Mas todas elas, independente do enfoque, sustentam um padrão de qualidade diferenciado dos demais polos brasileiros.
 
Como você define o termo competitividade?
Competitividade é você oferecer ao mercado o melhor produto, no momento certo, com o preço correto, e com identidade de marca estabelecida. Pessoalmente, considero como competitividade máxima o seu produto ser desejado pelo consumidor, ao ponto deste pagar o preço solicitado por considerar esta aquisição um ganho para o seu estilo de vida.
 
O que pode atravancar a competitividade do polo e como esta questão é tratada?
Hoje o calçado produzido no Rio Grande do Sul é o mais caro do Brasil. Pois, aqui, ao contrário de todos os outros estados produtores, o Governo não subsidia o ICMS Interestadual, e, somando isto aos salários mais altos e à Justiça do Trabalho atuante, chegamos a calçados, no mínimo, 10% a 15% mais caros que os produzidos em outros estados brasileiros. Esta realidade afeta tremendamente a competitividade de custos de todas as nossas indústrias. A solução encontrada é diferenciar-se em identidade de marca, em design das coleções e em qualidade superior. O SICTC vem trabalhando arduamente junto com outros sindicatos do Estado, Abicalçados e outras entidades setoriais na busca por equiparação das condições fiscais com os outros estados da União.
 
Como a mão de obra local é aperfeiçoada?
O SICTC incentiva o aperfeiçoamento da mão de obra através da Escola do Sapateiro e do projeto Menor Aprendiz. Com o objetivo de formar grande parte da população local em “ verdadeiros sapateiros”, o sindicato promove estes projetos desde 2009 e já formou 180 sapateiros e mais de 330 menores aprendizes. A próxima etapa do projeto é a Escola de Design e Modelagem.

Outro tema vital para a indústria é a sustentabilidade. Esta continua sendo uma forte bandeira do polo?
A sustentabilidade é uma das grandes bandeiras do nosso sindicato. Somos pioneiros no processo de fabricação limpa, visto que todos os resíduos da indústria são reciclados e eliminados sem danos ambientais. Três Coroas se orgulha deste trabalho diferenciado e muito bem feito. Inclusive, há um trabalho sócio-ambiental feito em conjunto com Prefeitura Municipal e a comunidade, focado na educação para as crianças.
 
Hoje, cerca de 6% da produção é exportada. Há projetos de fomento a um maior volume de exportação ou a estratégia do polo é seguir sua expansão no mercado interno?
O mercado foco de nossas empresas é o Brasil. Entretanto, existem algumas empresas com know-how para exportação. Ainda assim, o foco da maioria destas é comercializar a mesma coleção do mercado interno para o resto do mundo, e não desenvolver coleções especiais para o exterior. Acreditamos que com a desvalorização do Real, as exportações nos próximos semestres irão aumentar. É o processo natural!
 
Quais são os projetos e metas do sindicato para o biênio 2015/2016?
O SICTC atua em vários projetos, dos quais podemos destacar:
– Sustentabilidade ambiental: administração dos resíduos das indústrias e trabalhos sócio-educacionais na comunidade. A meta é manter Três Coroas livre de resíduos;
– Escola do Sapateiro e Menor Aprendiz: especialização de mão de obra na cidade. A meta é implantar o curso de Design e Modelagem Técnica;
– Identidade do Calçado Três Coroas: implantar identidade coletiva ligada a conceitos como moda-sustentabilidade-qualidade. Primeiras ações planejadas para o segundo semestre deste ano;
– Formatar grupo de empresas para Estande Coletivo em Feiras: projeto visa dar oportunidades para pequenas empresas apresentarem seus produtos ao mercado de forma coletiva e organizada.

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