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Comportamento de consumo infantil e tween


Produzido por UseFashion
Texto e edição de moda: Renata Spiller
Direção de pesquisa: Patricia Souza Rodrigues

As crianças tornaram-se um alvo importante do mercado, não apenas porque escolhem as compras da família, mas também porque ganharam um espaço maior e muito mais atenção. Porém, mais do que um futuro consumidor, a criança precisa ser vista como criança. O erro mais comum de empresas e pais é dar muito mais valor para a criança pelo que ela pode vir a ser, pelo que se espera dela como um adulto, e não pelo que ela é como criança. É preciso se abaixar e olhar este universo de outro ângulo, no mesmo nível destes pequenos, respeitando seu universo de fantasia e as etapas do seu desenvolvimento. Acompanhe quatro cenários que dizem respeito ao universo infantil, incluindo não só o comportamento das crianças, mas o de seus pais e empresas.

 

MÃES ATENTAS

Existe uma tendência de retorno e valorização da família, com pais preocupados em passar mais tempo com os filhos. Muitos passaram a aceitar a tecnologia e as mudanças que envolvem estas ferramentas, buscando um meio de conviver em harmonia e criando regras para uma boa convivência. Enquanto outros preferem o mundo analógico e não aceitam estas mudanças de conceitos e atitudes, criando novos hábitos e difundindo novas e antigas ideias para viver em um mundo mais calmo e natural. Seja qual for o perfil dos pais, é importante que as empresas percebam que precisam dar importância a eles, não só porque são os financiadores das crianças, mas também pela parcela de responsabilidade moral que têm nos valores que passam através de suas mensagens.

Para ter sucesso com este público, é necessário desenvolver projetos focados nos pais, saber dialogar com eles e atender também suas expectativas, além dos desejos das crianças. Um bom exemplo são as campanhas criadas pela Pampili, focando na relação mãe e filha e os sapatos de dança para pais e filhos utilizarem juntos, os “Tanssitossut”, criados pelos designers finlandeses Hyvää Joulua e Aamu Son.

 

PÚBLICO OU ALVO
O contexto familiar evoluiu muito, dando aos filhos um lugar mais importante na família. O número de filhos diminuiu, porém aumentou o peso econômico da criança, retendo a atenção de todos. Assim, tios, tias, avós e pais concentram atenção na criança, que recebe “mimos” da família toda. A estrutura familiar também mudou, com o casamento menos estável, a mãe não é mais somente a dona de casa, e o pai não é mais necessariamente quem sustenta a família. Nesse contexto, a criança ganhou o direito de ser escutada, ganhou também maior liberdade nos momentos de lazer, e a relação entre pai e filho, antigamente marcada pela autoridade do pai, modifica-se aos poucos e revela-se uma relação marcada pela negociação. Essa evolução faz com que a criança tenha, aos poucos, maior autonomia para ser reconhecida como indivíduo, com suas necessidades e desejos, porém, às vezes, esquecem que ela é criança.
Um bom exemplo de empresa que escutou seu pequeno consumidor é o caso de Lily Robinson, de 3 anos e meio, que escreveu uma carta para o supermercado Sainsbury’s perguntando por que o pão chamado tiger bread não se chamava “giraffe bread’, já que parecia mais com uma girafa do que com um tigre. A resposta foi dada pelo gerente de relacionamento, Chris King, que além de reconhecer a ideia da criança como “brilhante”, passou a utilizá-la.

 

UNIVERSO INFANTIL
Jogos e brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento da motricidade, do raciocínio através do faz de conta, utilizado pela criança quando brinca. A ludicidade é uma necessidade do ser humano durante toda a vida e não deve ser vista apenas como diversão, sendo assim um ponto importante a ser lembrado durante a criação de todos os produtos direcionados para crianças. O desenvolvimento lúdico facilita a aprendizagem pessoal e cultural, como processos de socialização, comunicação e construção do conhecimento da criança.

Por isso, precisa estar presente nos produtos infantis, sejam eles brinquedos, acessórios ou mesmo vestuário. A italiana deGast deSign criou embalagens de iogurte conceituais reutilizáveis, que se encaixam e podem criar vários tipos de brinquedos, de robôs a castelos. Já a marca Kiko Kids criou chinelos que durante o caminhar deixam pegadas de animais.

EXPERIÊNCIA E INOVAÇÃO
Mais do que tecnologia, as crianças buscam experiências. Brincadeiras tecnológicas têm como benefício desenvolver a criatividade da criançada, melhorar a concentração, ajudar na memória, auxiliar na coordenação motora e na capacidade de raciocínio, porém precisam ter seu uso controlado pelos pais, principalmente no que diz respeito ao número de horas de uso.
Mas será que é somente com novas criações que esta tecnologia pode chegar?

Será possível atualizar os produtos do passado e trazer de volta toda a diversão que pais, tios e irmãos mais velhos tiveram? A resposta está na grande quantidade de jogos e personagens que voltam de cara nova, ganhando ar high-tech. O melhor é que estes brinquedos não são só para crianças, mas estimulam a união de toda a família. O clássico jogo de tabuleiro Banco Imobiliário ganhou versão atualizada com cartões de crédito no lugar do dinheiro. Já a Band-Aid está utilizando o recurso de realidade aumentada, tendo os Muppets como estrelas da campanha, unindo assim passado e futuro.

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