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Estudo mostra perfil do setor de curtumes

O setor de curtumes no Brasil deve encerrar 2013 com uma receita total de R$ 7,1 bilhões, 11% superior à de 2012, e 46,3 milhões de couros e peles produzidos. Os dados fazem parte do Estudo Setorial de Curtumes no Brasil, encomendado ao Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CBI) e apresentado no Vale do Sinos no último dia 11.

O estudo foi desenvolvido ao longo de quatro meses e constatou a existência de 310 empresas efetivamente produtoras de couros e peles no país, número que despertou surpresa em alguns dos empresários presentes à apresentação, que acreditavam ser muito maior.

Das 310 empresas em operação, 69,4% produzem couros acabados e apenas 12,9% são de grande porte, respondendo por 66,5% do pessoal ocupado, que chegou a 42,1 mil trabalhadores em 2012. A maioria delas está localizada no Sul (48,1%) e no Sudeste (33,9%). Em relação ao tempo de atuação no mercado, 30,3% têm entre 11 e 20 anos e 36% têm mais de 20 anos. 80% produzem em unidades fabris próprias.

De acordo com o estudo do IEMI, a produção total de couros chegará este ano a 46,3 milhões de unidades, ante 44,5 milhões em 2012 e 43,3 milhões, em 2011. 64,2% dos insumos utilizados na produção são de origem nacional. Do total de couros produzidos, 71,4% destinam-se à exportação e 24,8% ao consumo interno.

No mercado externo, 36,3% dos couros brasileiros são utilizados em estofados e 21,4%, em calçados. Entre 2010 e 2012, as exportações de couros e peles cresceram 19%, passando de US$ 1,7 bilhão para US$ 2,1 bilhões. China (23,3%), Itália (20,6%) e Estados Unidos (12,5%) são os principais destinos.

“O consumo doméstico foi de 12,8 milhões de couros em 2012 e, em 1013, não passará de 11 milhões”, disse Marcelo Prado, diretor do IEMI, em sua apresentação. Sul e sudeste, com 49% e 40%, respectivamente, são os estados que mais abastecem as indústrias de calçados nacionais de calçados e artefatos com couros.

Para atingir estes números, os dirigentes de curtumes enfrentam dificuldades. A principal, de acordo com o levantamento do IEMI, é a escassez de recursos para investimentos. O total investido em 2011 chegou a R$ 150,3 milhões, mas reduziu-se significativamente no ano passado, para R$ 110,3 milhões. Além disso, os empresários consideram excessivas as dificuldades para obtenção de licenças ambientais e as dificuldades para captação e retenção de mão de obra.

Juntas, as empresas utilizam cerca de 700 técnicos em curtimento formados pelo Senai, sendo que a maioria deles atua em curtumes no Rio Grande do Sul. Os profissionais da área de produção respondem por 87,4% da mão de obra do setor e quase a totalidade tem baixa escolaridade.

Das empresas que responderam ao questionário do IEMI, 90,3% disseram ter ações de planejamento a longo prazo e 15% possuem certificações ambientais, como a IS0 9000. 92,4% dispõem de coleta seletiva de resíduos sólidos e 86% controlam o volume produzido diariamente. O estudo apontou dificuldades das empresas na área de marketing: apenas 25,7% participam de feiras, apenas 38,5% mantêm site atualizado e somente 17,7% possuem departamento de marketing. “Nesta área, o setor precisa evoluir rapidamente”, disse Prado.

PRODUÇÃO DE COUROS
2011    43,3 milhões
2012    44,5 milhões
2013    46,3 milhões

TRABALHADORES NO SETOR
2010    39.852
2011    41.255
2012    42.140

Fonte: IEMI

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