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Expositores confirmam bons negócios realizados durante a Fimec

A movimentação nos corredores da FIMEC, que encerrou nesta sexata-feira em Novo Hamburgo/RS, mostra que a feira foi considerada uma das melhores edições dos últimos tempos. De acordo com o diretor-presidente, Elivir Desiam, os contatos realizados durante a o evento demostram a satisfação dos expositores e visitantes e confirmam que a antecipação da data foi o ponto fundamental para a realização de bons negócios.

A avaliação dos dirigentes é de que a antecipação da data em cerca de 20 dias oportunizou a presença de profissionais ligados à área de desenvolvimento das indústrias calçadistas brasileiras, cujo interesse concentrou-se nos novos materiais/componentes para as coleções que começam a ser desenvolvidas. Contudo, outros setores, como o de máquinas e equipamentos, também foram beneficiados pela presença de compradores e realizaram bons negócios nos quatro dias da Fimec.

O diretor-presidente da Fenac S/A, promotora da Fimec, Elivir Desiam destacou a união com as entidades para promoção da feira e classificou de acertada a decisão de realizá-la 20 dias antes. Para ele, a nova data era reivindicada por expositores e visitantes para adequar-se ao ciclo mais rápido de desenvolvimento da moda e ao calendário internacional de eventos. “De uma feira de relacionamento, passamos a ser efetivamente uma feira de negócios”, disse Desiam. Levantamento da promotora indica que o público desta edição equivale ao de outros anos, porém com um perfil mais qualificado, o que contribuiu para o expressivo volume de negócios durante a feira.

Expositores satisfeitos
Os bons ressultados da feira é comprovada por muitos expositores. Kiko de Souza, diretor da Chronos – que representa diversas empresas na feira – ficou satisfeito com os ressultados. “A FIMEC é o momento de lançamentos, de sentir o mercado e de manter contato com clientes tradicionais, além da formação de novos”, explica. Pela movimentação, superior ao ano passado, ele acredita que o pós-feira irá gerar muitos negócios. “A feira foi muito bem visitada, com clientes do Brasil e do exterior”, avalia o expositor, que há 17 anos participa da Fimec.
A perspectiva não é diferente para a fabricante de tecidos Cofrag. Segundo o diretor Gilmar Haag, a quantidade de solicitações de mostruário confirmou o sucesso da coleção lançada na feira. “Nos dois primeiros dias tivemos um crescimento de aproximadamente 30% nas solicitações de mostruário. Acreditamos que este será o mesmo percentual de crescimento nos negócios pós-feira”, projetou.

O diretor da Máquinas ERPS, Marlos Schmidt, também prospecta elevação nos negócios, mesmo sem projetar um percentual. “Lançamos duas máquinas inovadoras, que reduzem a quantidade de processos na montagem do calçado e proporcionam maior perfeição nos detalhes. A boa aceitação dos clientes em relação a esses produtos é o nosso termômetro de que teremos boas vendas depois”, avaliou.

DA ITÁLIA
Quatro empresas italianas, com máquinas complementares, participaram da Fimec, através de um estande coletivo. Moatan Godoy, representante brasileiro de Gusbi, Autec, Intertes e Wintech, afirma que existe uma sinergia entre elas. Focadas em calçados de segurança, as máquinas oferecem um nível de produtividade acima dos padrões usuais, viabilizando a produção de até 600 pares por hora. Participando da feira desde 2004, o principal objetivo das quatro empresas é reforçar relacionamento com os clientes e mostrar a tecnologia que produzem. “A Fimec recebeu muitos visitantes da América do Sul, e por isso se tornou um ponto de encontro para nós, o que é muito importante”, reforçou Godoy. Uma das atrações do estande foi um robô que tem a capacidade de aplicar um produto químico com redução de até 75% na emissão de gases. “Além de melhorar a relação da indústria com o meio ambiente, o uso da máquina substitui totalmente o trabalho de um operário em uma função considerada insalubre”, apontou Godoy.

DA FRANÇA
A gerente da feira ModAmont, em Paris, na França, Céline Bertrand, esteve pela primeira vez no Brasil e ficou impressionada com o que viu na feira. “Gostei muito, a atmosfera de negócios aqui é muito positiva. Fiquei bastante surpresa com a Fimec, tanto com os expositores como com o número de visitantes”.

DA ÍNDIA
Entre os inúmeros visitantes estrangeiros que circularam na Fimec, um indiano chamou a atenção de diversos fornecedores. Gaurav Gujral foi convidado do Projeto Comprador realizado em parceria entre Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) e Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).
“Gostei muito da qualidade das máquinas brasileiras. Meu objetivo era visitar todas as empresas que foram para a missão à Índia em novembro para verificar como funciona a logística e se há assistência técnica disponível na Índia”, apontou.

Ressultado das entidades

ASSINTECAL
O presidente eleito, William Marcelo Nicolau, enfatizou os excelentes resultados obtidos pelas empresas do setor com a apresentação das tendências para o verão 2012, o que deve levar o setor a um excelente desempenho positivo este ano. “Estimamos um crescimento dos negócios entre 5 e 10% nos próximos meses, no mercado interno, com as novas coleções”, enfatizou. No âmbito externo, a conjuntura também é positiva. A entidade, juntamente com a Abrameq, realizou na feira uma nova edição do Projeto Comprador, que trouxe 30 compradores de diversos países e envolveu cerca de 100 empresas fornecedoras. O volume de negócios chegou a US$ 3 milhões e, nos próximos meses, em decorrência da ação, deve chegar a US$ 13,5 milhões. “Nota-se na feira uma visitação cada vez mais qualificada, interessada em fazer negócios com nossas empresas”, disse Nicolau.

ACI-NH
O novo presidente da entidade, Marcelo Clarck Alves, também fez referência à qualificação dos profissionais que visitaram a Fimec este ano, o que favoreceu os negócios. Empresas associadas chegaram a registrar negócios entre 15 e 20% superiores ao da edição de 2011.

ABECA
A entidade que representa os estilistas de calçados concentrou sua atuação na feira à divulgação do Centro de Inteligência do Calçado e Acessórios. O projeto pretende reunir empresas e profissionais do Vale do Sinos para qualificação do design dos produtos do setor. “A região possui identidade tecnológica e de criação que a habilitam a buscar resultados mais expressivos. O projeto é arrojado, mas tem tudo para ser concretizado”, disse o presidente Valdemar da Silva.

ABRAMEQ
Além de parabenizar a direção da Fimec, o presidente da entidade, Marlos Schmidt, destacou a ação conjunto com a Assintecal no Projeto Comprador, que trouxe 30 compradores internacionais à feira. A iniciativa, avaliou, reforça a identidade do calçado brasileiro e oportuniza novos negócios às empresas. Conforme Schmidt, a Fimec viabilizou o acesso à inovação para visitantes qualificados de todos os polos produtores de couro e calçado brasileiros. “A expectativa é de que esse sucesso continue no próximo semestre e faça com que o ano tenha um desempenho melhor do que era esperado”, assinalou.

ABQTIC
O diretor da entidade Etevaldo Zilli, em nome da presidente Regina Cánovas Teixeira, acentuou a grande presença de técnicos em curtimento na feira. “Dos nossos 1,5 mil associados, mais de mil estiveram na Fimec em busca de informações e produtos novos para suas empresas”, revelou. A exemplo dos demais dirigentes, Zilli também destacou o perfil diferenciado dos visitantes, entre eles um grupo de empresários bolivianos interessados em instalar um centro tecnológico do couro semelhante ao que existe na cidade de Estância Velha/RS.

AICSUL
“As empresas participantes da Fimec representam o que de melhor existe no Brasil na área do couro”, disse o presidente executivo da entidade, Moacir Berger de Souza. Para ele, a Fimec é a feira de referência do setor coureiro, que a apóia desde a sua criação, dentro das próprias dependências da entidade. Berger elogiou a antecipação da data da feira, mas disse que a proximidade da Feira de Hong Kong, na próxima semana, fez com que muitos compradores internacionais não viessem este ano. Em 2013, a Fimec ocorrerá de 12 a 15 de março, o que deve trazer de volta os clientes que faltaram este ano. Conforme o presidente executivo da AICSul, os curtumes brasileiros realizam no exterior 70% dos seus negócios, mas têm interesse em diminuir a dependência externa. Para isso, alguns fatores são essenciais, como o aumento da demanda no mercado interno. “Não são os sucedâneos que nos preocupam, e sim o baixo poder aquisitivo da população brasileira, o que reduz o consumo de calçados de couro”, finalizou.

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