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Falta de padronização na numeração dos calçados afeta lojistas e consumidores

Com o tema “Numeração dos calçados X pé do consumidor: alguma coisa não está combinando”, o coordenador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos – IBTeC, Aluísio Otávio V. Ávila, abriu o 16º Congresso Brasileiro do Calçado, realizado pela Couromoda, no dia 15 de janeiro, véspera da maior feira de calçados da América Latina.

Um dos aspectos abordados por Ávila foi a relação entre o consumidor e os produtos encontrados nas lojas. Por um lado, a sociedade quer, cada vez mais, conforto e moda quando compra um sapato. Já o lojista sente diretamente em suas vendas o problema que vem se agravando com a velocidade com que as coleções são substituídas: a numeração não condizente com a realidade do pé brasileiro. “O fato do calçado estar ‘carimbado’ na caixa como 36 e, na verdade, ser 37 e até mesmo 38, por exemplo, gera um problema de sobra ou de falta do produto no estoque”, disse o coordenador.

O calçado foi idealizado sobre apenas uma única medida, a do comprimento do pé, sendo que cabe ao modelista a liberdade de desenvolver a estética do produto, que mexe com esta medida referencial. “Hoje, temos normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que especificam o que é um 35, um 36, porém não é fiscalizado e nem obrigatório. Esse número deveria estar estampado na caixa em função dessa tabela, assim como também deveria acompanhar a informação do tipo de pé: delgado, normal, robusto etc”, afirma Ávila.

De acordo com o palestrante, é importante que se faça um estudo antropométrico, já que o pé é a estrutura que define todo o nosso caminhar. “Existem cinco padrões. O mesmo comprimento pode representar uma diferença na circunferência de até sete centímetros. Isso, com certeza, é uma das inconformidades no número da produção da indústria brasileira”.

Foi feito uma experiência com o tênis do Gustavo Kuerten, o Guga, em que o pé do tenista foi exatamente copiado por um gesso. Hoje, a tecnologia utilizada é o scanner. E foi provado que a base do corpo cresce de quatro a seis milímetros cada vez que temos um apoio. Por isso, quando a forma é projetada, leva em consideração esse espaço para o uso dinâmico. “Trabalhamos o papel na dimensão de 2D, enquanto o pé é em 3D, e esta representação só se dá por meio da forma. O FoodScan passa diretamente as medidas para uma fresa em que será determinada uma cópia exata”.

“Há necessidade de conhecer a fundo o mercado brasileiro de calçado e, para isso, é fundamental conhecer o perfil brasileiro para que os fabricantes atendam as necessidades do consumidor”, ressalta o Coordenador.

Estar atento à moda é essencial, porém é fundamental aprofundar a normatização da numeração, não só para o conforto do consumidor como, até mesmo, para proteger a indústria. “Nossos calçados têm qualidade e criatividade, o que não dá é para que o lojista ‘desça’ do seu estoque três tipos de numeração, pois não sabe qual daqueles pares calçará seu cliente”, finaliza.

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