Comitê Couromoda de Varejo

20/12 >

O crescimento do varejo requer conhecimento e troca de informações

Por Patricia Cotti
Diretora Executiva do IBEVAR e Professora do LABFIN.PROVAR/FIA

Em todo o mundo, o varejo é uma importante atividade setorial, pois contribui nos planos econômicos, estratégicos e sociais. Economicamente, o varejo aumenta a arrecadação fiscal e fortalece a economia regional, o que gera investimentos, além de gerar empregos. No Brasil, sua representação é imensa. Um dos setores mais representativos do PIB, um dos que mais gera empregos e aquele que, formal ou informalmente, é responsável pela maior das movimentações de carreira e renda dos brasileiros.

Apesar desta representatividade, quando se olha para o mercado como um todo, ainda pode-se observar uma série de nuances que inviabilizam uma aceleração ainda maior, dentre as quais a gestão familiar não profissionalizada, a presença das grandes redes em centros urbanos e a desigualdade perante outras regiões em um país de proporções continentais, o baixo grau de desenvolvimento dos colaboradores de frente e das equipes de gestão (carentes de informação), as dificuldades de logística e infraestrutura e as brigas por margem ainda existentes na cadeia, dentre outros.

Somam-se a isso as mudanças tidas diante de um cenário global e de alterações significativas nos modos de consumo. O conceito de varejo vem mudando ao longo dos anos, em razão da própria dinâmica do mercado. Se antes considerava-se o varejo como aquele comércio, que reunia produtos das indústrias e os deixava à disposição do consumidor; hoje, em razão das dinâmicas existentes, tal imagem não se aplica.

Uma pessoa que esteja em sua residência, de forma não tão formal, realizando uma venda pelo Instagram ou outra rede social, não seria um varejo? E aquela indústria, que, com a facilidade de entrada no e-commerce, acaba por abrir um canal de venda direta ao consumidor, continua sendo indústria?

A existência do varejo desde sempre, como um canal de distribuição e de venda ao consumidor final, traz para grande parte da população a imagem do varejo como a loja, aquela ponta física que garante a conversão.

Este senso comum gera uma série de consequências. Muitos dos debates existentes hoje em dia de omni-canalidade, concorrência, varejos disruptivos, tecnologias, gestão de dados, fidelidade e experiência têm origem na falta deste entendimento do varejo como conceito.

Tantas alterações, nuances e por menores tornam necessárias a consolidação das informações e a troca de experiências na busca de melhores resultados. Somente por meio do debate estruturado e da troca de ideias é que o setor varejista pode se desenvolver, traduzindo os sinais de tendências em ações práticas, com foco nos resultados imediatos e de longo prazo.

E é por acreditar fielmente nesta ideia e propósito que o IBEVAR se junta a outras associações no Comitê Couromoda de Varejo, para somar sua expertise à dos demais, com o intuito de desenvolver, consolidar e ajustar as velas ao vento. O conhecimento é o que nos leva além!

16/12 >

A revolução digital

Por Marcos Carvalho
Head de Parcerias e Novos Projetos | Associação Brasileira Online to Offline – ABO2O

As relações comerciais fazem parte da vida do ser humano desde os primórdios da sociedade e se transformam de acordo com os tempos, impactadas diretamente por tecnologias, culturas, hábitos e comportamentos sociais. O varejo físico (ou offline) prevalecia sem grandes transformações até a metade da década de 1990, momento em que a conexão em rede passou a impactar todos os setores da economia.

A internet permitiu o surgimento do comércio eletrônico (e-commerce, ou varejo online), que inicialmente era tratado como um canal apartado da loja física. Desintegração, preços divergentes e experiência de compra conflitante entre esses dois canais marcaram uma fase de adaptação e aprendizado que se estendeu até meados de 2015. Foram cerca de duas décadas de duros aprendizados para compreensão de uma nova realidade: o protagonismo do indivíduo.

A sociedade conectada deu poder de voz ao lado mais fraco das relações, o consumidor. Aquele que, em alguns momentos, tinha que aceitar experiências negativas por não ter onde repercutir de maneira impactante sua opinião e insatisfação e enfrentava longas esperas para emitir uma reclamação tornou-se influenciador para sua rede de conexões de forma instantânea. A partir desse momento, a carta, o fax, ou uma ligação perdida, que poderiam não ter tanta relevância, deram lugar a publicações em blogs e redes sociais que, ao serem compartilhadas, ganham escala e viralizam em questão de segundos para todos os cantos do mundo. Uma verdadeira quebra de paradigma comunicacional, pois as organizações passam a ter que aceitar, entender e agir de maneira efetiva ao feedback recebido, caso não queiram ter seu negócio abalado.

Este mesmo consumidor não vê sentido em uma mesma empresa lidar de forma conflitante e divergente em canais ON e OFF, enxerga sua experiência como única e fluída, e deseja ser atendido dentro de sua comodidade e preferência, deixando o desafio de integração dos canais para a empresa que almeja sua fidelidade de consumo.

Conforme a tecnologia se desenvolve, se torna mais acessível, barata e democratiza o acesso à internet com a inclusão cada vez maior da sociedade nos meios digitais. A conexão móvel ganha qualidade e tração e traz o celular para o centro das relações sociais. Os dados em tempo real e a geolocalização transformam a inteligência do negócio. A partir desse momento, para as empresas que pretendem atuar em ambos os canais, a separação do Online e do Offline deixou de fazer sentido, uma vez que o consumidor não aceita essa fronteira e vive conectado 24 x7.

Enquanto buscávamos compreender esse cenário, do outro lado do mundo (literalmente), na China, surgia o conceito de O2O, que significa Online to Offline ou Offline to Online, e espelha o mundo híbrido ou “físital” (físico + digital), conectado via plataforma de integração entre o usuário e oferta de produtos ou serviços a um simples toque no aplicativo.

Adentramos a era de experiência líquida: para o consumidor, não importa quem esteja por traz de uma oferta, desde que ele tenha suas necessidades atendidas. As fronteiras que separam serviços diversos estão cada vez mais tênues. Hoje vemos varejistas atuando como meios de pagamento, oferta de crédito, conta digital e marketplace. Plataformas digitais ganhando escala exponencial em um tempo relativamente curto e com baixo custo de investimento em comparação com períodos anteriores. Os “SuperApps” (super aplicativos) entram em cena, movimento em que plataformas como o WeChat e a Rappi permitem uma enorme quantidade de serviços e produtos à distância de um clique em uma mesma interface.

Empresas da nova economia como iFood, Mercado Livre, Airbnb, 99, GetNinjas, Uber, Loggi, entre outras, transformam profundamente segmentos diversos. É dessa revolução e evolução que tratamos na Associação Brasileira Online to Offline – ABO2O, entidade que reúne mais de 75 plataformas e empresas disruptivas que atuam na Economia Digital. Promovemos uma agenda de fomento em prol de políticas públicas e regulações que permitam seu desenvolvimento. Buscamos conectar governo, universidades, mercado e o terceiro setor para o desenvolvimento socioeconômico.

09/12 >

Diálogo propositivo para a construção de ações sinérgicas que gerem oportunidades

Por Marcelo Dini Oliveira
Consultor | Assessoria Técnica da FecomercioSP

A FecomercioSP, ao aceitar o convite para participar do Comitê Couromoda de Varejo, vislumbra oportunidades em estabelecer, ao lado de entidades varejistas de referência, diálogo propositivo para a construção de ações sinérgicas e que possam estabelecer oportunidades e acesso a mercados para as empresas do setor.

Ao olhar para o futuro da atividade econômica do País, nota-se que o consumo tende a contribuir com essa retomada. O consumidor está, ainda que de forma cautelosa, retomando a confiança. O Cadastro Positivo, ao melhorar o ambiente de disponibilização de crédito, também irá surtir efeitos positivos no mercado.

Além disso, a FecomercioSP estima que a liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Fundo PIS/PASEP, neste e no próximo ano, tenha absorção importante no comércio, podendo repercutir em uma elevação de até 2,3% nas vendas, relevante contribuição para fortalecer as engrenagens da atividade econômica.

Inflação sob controle, tendência de redução de juros e crédito em expansão também trazem perspectivas de vendas maiores para este ano e um 2020 mais consistente do ponto de vista da demanda.

No entanto, a retomada do varejo não se restringe a uma melhoria somente do ambiente macroeconômico. Os desafios impostos à indústria e ao varejo por clientes hiperconectados e munidos de ferramentas de pesquisa e informação, que determinam suas decisões de compra, demandam uma nova postura por parte das empresas ao adotar estratégias de relacionamento, marketing e logística. Isto se traduz na integração entre o mundo digital e o mundo físico, expressa no conceito de venda “omnichannel”.

Neste sentido, a FecomercioSP entende que atuar em conjunto e em aliança com parceiros que compartilham dos mesmos princípios e objetivos, que são desenvolver negócios e defender o interesse das empresas do setor, catalisam importantes iniciativas e resultados.

Por fim, as ações integradas e já programadas para a próxima edição da Couromoda, em janeiro do próximo ano, e outras ações de apoio e parceria previstas com a FecomercioSP reforçam o nosso compromisso em atuar de forma proativa e útil, criando condições para melhor ampliar resultados na promoção e crescimento econômico das empresas varejistas por nós representadas.

28/11 >

Unir forças resulta em mais sucesso nos negócios

Por Marcos Andrade
Presidente da Abiesv (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo) e CEO da Expor Manequins

Acredito muito na colaboração e cooperação entre as entidades, entre as empresas e entre as pessoas. Quando nos unimos para discutir e promover ações, essas ações ganham muito mais força e se multiplicam. O Comitê Couromoda de Varejo realizará ações conjuntas que certamente vão impactar de forma positiva o varejo e o ambiente econômico. É uma grande satisfação para a Abiesv participar deste comitê, mesmo porque já existe uma sólida história de parceria com a Couromoda, tradicional feira que faz parte do calendário do setor.

A Abiesv é uma entidade que, em muito, ajuda os varejistas do setor de calçados a ter mais resultados. Nossos associados, os fornecedores do comércio, têm produtos, conhecimento e tecnologia, que contribuem para o sucesso dos comerciantes de calçados. Desde o planejamento da abertura da loja, dos controles de produtos, dos treinamentos de pessoal, da apresentação visual da loja, dos equipamentos para expor os calçados, entre vários outros serviços que fazem parte da cadeia de fornecedores da Abiesv e beneficiam o calçadista, e, consequentemente, a própria indústria de calçados.

E a principal contribuição da Abiesv junto a seus clientes é, sem dúvida nenhuma, a difusão do conhecimento de qualidade. Hoje, as pessoas têm muita informação à disposição, mas muitas ruins ou inapropriadas. Na Abiesv a vantagem é que os profissionais não estão apenas falando, estão fazendo, se envolvendo de verdade no varejo de qualidade do Brasil. Qualquer projeto de varejo relevante no País vai, certamente, ter um associado da Abiesv participando. E sempre que possível vamos contando as experiências boas e ruins e trocando informações nos eventos que promovemos, em participações nas maiores feiras do setor, entre outras iniciativas.

A informação é um bem precioso, ainda mais em tempos como os de hoje, em que o comerciante tem, no geral, tido muita cautela nas tomadas de decisões. Este ano de 2019 as vendas ainda oscilaram bastante, em um mês ia bem e no outro nem tanto. Nestes últimos dois meses, os indicadores apontam para um cenário mais positivo.As vendas do comércio cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto deste ano, e tiveram o melhor desempenho para o mês em 10 anos (dados do IBGE). As manchetes dos jornais dizem que teremos o melhor Natal dos últimos anos.

Essa confiança de que a economia vai melhorar cria um ambiente mais positivo para o consumo. É o momento de o varejista ver que investimentos pode fazer para que sua loja fique mais competitiva, para se beneficiar deste momento e atrair mais clientes. A partir de uma reflexão profunda de investimentos e resultados. E tomar cuidado, porque o erro custa muito caro. É possível minimizar isso por meio da contratação de bons profissionais e é por isso que trabalhamos tanto na Abiesv para ter as melhores empresas como associadas, que estão sempre nos melhores projetos de varejo, habilitadas a oferecer não só um produto, mas conhecimento, que possibilita o sucesso de um empreendimento. Hoje, trabalhamos com a filosofia das startups: em caso de ousar um projeto novo, errou, identifica o erro e retoma rápido. E vamos compartilhar também os erros, sempre.

Estamos apostando em um 2020 melhor, mais ameno e com maiores chances de crescimento e, de qualquer forma, é importante seguir este ensinamento: unidos é mais fácil e se conquista mais sucesso. Então, vida longa e útil ao Comitê Couromoda de Varejo.

13/11 >

Um setor forte depende de entidades fortes e atuantes

Criado para ser uma plataforma de discussão e proposição de soluções, o COMITÊ COUROMODA DE VAREJO surge unindo cinco das principais entidades do segmento. Integram o comitê as seguintes entidades: ABIESV - Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo, ABO2O - Associação Brasileira Online to Offline, FecomercioSP, IBEVAR - Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo e LABFIN.PROVAR/FIA - Laboratório de Finanças e Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração.

Integram o comitê as seguintes entidades: ABIESV - Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo, ABO2O - Associação Brasileira Online to Offline, FecomercioSP, IBEVAR - Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo e LABFIN.PROVAR/FIA - Laboratório de Finanças e Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração.

No dia 31 de outubro, a Direção da Couromoda reuniu representantes destas instituições para o alinhamento de ideias e coordenação dos próximos passos da nova entidade. Eles foram recebidos pelo diretor do Fórum Couromoda, Airton Dias, e pela direção da Couromoda, representada pelo presidente Francisco Santos, o diretor geral Jeferson Santos e o superintendente Jorge Souza, além de Milton Longobardi. Estiveram presentes ao encontro Fernando José Fernandes Junior (ABIESV), Marcos Carvalho (ABO2O), Marcelo Dini Oliveira (FecomercioSP) e Patricia Cotti (IBEVAR + LABFIN.PROVAR/FIA).


Primeiro encontro para alinhamento de ideias: Patricia Cotti (IBEVAR), Fernando Fernandes (ABIESV),
Marcelo Oliveira (FECOMERCIO-SP) e Marcos Carvalho (ABO2O)

MOTIVAÇÕES PARA O SURGIMENTO DA ENTIDADE
"As amplas e rápidas transformações que vêm ocorrendo no varejo mundial, envolvendo todos os ramos mercadológicos, fez com que o Grupo Couromoda considerasse a necessidade de ampliar o trabalho que vem fazendo há décadas para acompanhar melhor, debater mais, analisar as tendências mundiais e compartilhar conhecimentos e conteúdos. Assim, surgiu o desafio de se reunir várias entidades que representam de forma atuante os interesses do nosso varejo, cada uma com seus objetivos próprios, para que juntas possam oferecer o que há de mais atual e melhor sobre o varejo mundial e brasileiro", detalhou Airton Dias.

"A Couromoda mantém relação estreita com diversos segmentos do varejo, segmentos esses alinhados com os mercados dos vários eventos que realizamos. Entender melhor como o varejo caminha e se desenvolve em seus diversos segmentos possibilita que nossas feiras, fóruns e outros eventos atendam de forma mais adequada e próxima aos interesses dos lojistas, atraindo sua atenção, incentivando sua visita e presença nos mesmos e indo, assim, ao encontro do interesse dos nossos expositores e dos empresários e profissionais que nos visitam todo o ano", argumenta o presidente da Couromoda, Francisco Santos.

Fórum do Varejo Couromoda 2020
Já com a organização compartilhada com o Comitê Couromoda de Varejo, o Fórum do Varejo Couromoda 2020 repetirá a fórmula de sucesso em que as apresentações se repetem nos três dias, nos mesmos horários, permitindo ao lojista ver as conferências sem prejuízo à visitação aos estandes. A Couromoda 2020 ocorre de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Confira aqui a programação completa.

As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de inscrição.