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FRANCA | Especialização, design e qualidade são diferenciais deste importante cluster

A tradição de mais de 200 anos na confecção de calçados, a especialização em artigos voltados ao público masculino, a qualidade geral dos produtos – da matéria-prima ao design atualizado – são alguns dos muitos atributos que fazem do cluster calçadista de Franca um dos mais importantes do Brasil. Muito embora nos últimos anos tenha sido intensificada a diversificação da pauta produtiva das indústrias locais, mais de 75% dos calçados que saem das esteiras francanas ainda são masculinos.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), o couro continua sendo a matéria-prima mais utilizada pelas indústrias locais, representando 85,20% do total. Esta característica particular faz com que o valor agregado da produção seja maior que o da média nacional. Prova disso é que 60% da economia da cidade se ampara – direta ou indiretamente – no complexo calçadista.

Pelos dados mais recentes, Franca conta com 467 indústrias de calçados, das quais 407 são de micro e pequeno portes, ou 87,15%. Das demais, 54 são classificadas com médias e apenas seis são de grande porte. Fica clara, portanto, a importância de políticas que incentivem os empreendimentos menores.  Já no que se refere a empresas prestadoras de serviços para as fábricas de calçados, o número chega a 265 empreendimentos.

A estimativa para o ano de 2014 é a de que cerca de 38 milhões de pares sejam produzidos. As fábricas calçadistas empregavam, ate agosto deste ano, 27,13 mil pessoas de modo direto.

Falta plano governamental para o setor, diz Sindifranca
A falta da um planejamento governamental transparente, definido e confiável , de médio e longo prazos, que reconheça e invista na indústria calçadista nacional, está no cerne dos problemas enfrentados por Franca. Esta é a avaliação do presidente do Sindifranca, Carlos Brigagão do Couto. Segundo o dirigente, o complexo é um dos maiores geradores de emprego na indústria de transformação e poderia contribuir, em muito, para o desenvolvimento do País. “Poderiam ser criadas metas e regras claras para que o setor voltasse a ser protagonista”, detalha.

Para Brigagão do Couto, o setor é sempre um dos primeiros a ser afetado em momentos de crise. “Por ser uma indústria frágil, pouco capitalizada, estes problemas geram sequelas”, complementa. “Vejam o exemplo de Portugal, cujo governo optou pela indústria calçadista para fomentar o emprego”, detalha, afirmando que este “pacto” deveria se dar nas esferas federal, estadual e municipal, com o comprometimento de entidades, trabalhadores e empresários.  
Planejamento e capacitação

Do ponto de vista interno das empresas, o presidente do Sindifranca afirma que muitas ainda carecem de planejamento estratégico. Da mesma maneira, complementa, é preciso investir cada vez mais na capacitação de todos os colaboradores, dos dirigentes aos funcionários de chão de fábrica, passando por representantes e demais elos da cadeia produtiva. “Com a gestão adequada é possível superar os problemas e as crises”, pondera.

Mensagem de otimismo
Apesar dos problemas, Brigagão do Couto é taxativo ao garantir que a indústria calçadista de Franca ainda tem um amplo espaço para se desenvolver. “Acredito em Franca porque é um polo que acredita no que faz”, define. A cultura calçadista, formatada ao longo de mais de 200 anos, somada à qualidade e ao design diferenciados são fatores que colocam o município na condição de um dos principais players do setor, em nível nacional e também no que se refere ao mercado externo.


Exportação já viveu dias melhores e hoje busca reposicionamento estratégico
Em 2013, a cidade de Franca exportou 2,18 milhões de pares de calçados, que geraram receita da ordem de US$ 82,01 milhões, sendo o preço médio situado em US$ 29,10. Os números não chegam nem perto aos obtidos em 1994, o auge da atuação internacional do município. Naquele ano, os 12,91 milhões de pares embarcados ao mercado externo resultaram em divisas de US$ 242,53 milhões. De lá para cá, as vendas externas foram decaindo gradativamente. Em 2009, ano seguinte ao início da crise econômica internacional, o setor amargou seus piores números em termos de valores: US$ 80,37 milhões de receita.

Entre os muitos fatores que afetam as exportações destacam-se dois: a mudança no perfil e o chamado “Custo Brasil”, que tanto afeta a competitividade das empresas nacionais. Até a metade da década de 1990, muito do que era exportado por Franca, assim como acontecia no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, se dava por intermédio das companhias de exportação, que, na prática, compravam a produção das fábricas brasileiras, utilizavam marcas de grandes clientes internacionais – lojas e/ou indústrias -, determinavam preços e estipulavam o design e estilo do que era fabricado. Esta metodologia de trabalho, que já havia sido aplicada em outros países antes do Brasil, sempre migra para onde a mão-de-obra e os custos são menores. Por isso, estes grandes compradores buscaram na China e em outros países asiáticos as melhores condições produtivas. Diante deste quadro, centenas de empresas, que nunca tiveram a cultura de marca própria e design atualizado se viram foram do jogo de uma hora para outra.

Custo Brasil
Além disso, os diversos elementos que formam o Custo Brasil serviram para acelerar o processo de redução gradativa das exportações. Alta carga tributária, legislação trabalhista ultrapassada, infraestrutura inadequada ao crescimento do País, juros altíssimos, burocracia em todas as esferas governamentais, falta de mecanismos de defesa adequada à indústria local e pouca oferta de incentivos ao setor produtivo e ao empreendedorismo formaram uma cenário pouco favorável às exportações setoriais.

Ainda assim, o setor é relevante para a balança comercial do País. Estados Unidos, Arábia Saudita, Bolívia, Emirados Árabes Unidos, França, Colômbia, Reino Unido, Chile, Uruguai e Paraguai são, nesta ordem, os 10 principais destinos do calçado francano.  Destaque especial fica por conta dos países do Oriente Médio que vem crescendo nas compras de forma gradativa e consistente.


Algumas das ações e atribuições do Sindifranca:
Representatividade – O sindicato representa o empresariado francano junto às diversas esferas governamentais e a outras entidades, com atuação especial em temas relevantes, como redução do ICMS, implantação do antidumping e prorrogação da implementação da norma N-12.
Copa Cidade do Calçado – Campeonato organizado pela liga amadora de futebol dde Franca e que visa incentivar o esporte local e integrar trabalhadores e empresários.
Instituto Cidade do Calçado – Criação e viabilização de cursos de gestão para capacitação de lideranças das indústrias calçadistas francanas.
Indicação de Procedência – Ação projeta valorizar e proteger calçados produzidos em Franca através da criação de um selo, cujo uso será controlado pela entidade.
Roteiro Uai Paulista e Lojstas de Fábrica – Projeto tem como objetivo inserir Franca em um roteiro turístico regional de negócios. Visa facilitar o acesso dos consumidores finais às lojas de de fábrica e seus produtos.
PCD (Pessoas com Deficiência) – Trata-se de um projeto para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, otimizado por um software que dá acesso a um banco de dados para cadastramento destes trabalhadores e também das empresas interessadas.
Encontro de Relacionamentos e Negócios – Evento que promove o entrosamento entre novos forencedore e industriais calçadistas locais.
PLR (Participação nos Lucros e Resultados) – Ação incentiva empresas a aderirem a este benefício previsto em lei que visa distribuição de valores a trabalhadores, desvinculados do salário, mediante atingimento de metas pré-estabelecidas.
Grupo RH – Grupo de estudo fromado por profissionais da área de RH e Administração de Pessoal que objetiva aprimorar os conhecimentos, realizar cursos e treinamentos, bem como troca de informações nesta área.
Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) – Trata-se de um instrumento de controle que, mediante uso de formulário próprio, permite conhecer e controlar a forma de destinação dada pelo gerador, transportador e receptor de resíduos industriais do segmento. Começou a ser implantado no início de 2014, valendo-se do Aterro  Industrial Ivan Vieira, contribuindo para a preservação ambiental.
Construção da nova sede – O projeto está em andamento. O Sindifranca comprou um terreno de 6.050 metros quadrados, no bairro Chácara Santo Antônio, e está elaborando projeto arquitetônico para construção da nova sede da entidade.


Sebrae é grande parceiro do setor calçadista

O Escritório Regional do Sebrae/SP de Franca é um dos principais parceiros do segmento calçadista local para o desenvolvimento e conquista de mercados para as micro e pequenas empresas. Iroá Arantes, gerente do escritório francano, revela que o Sebrae atua em quatro linhas principais: gestão empresarial, tecnologia, inovação e acesso a mercados.

Na área de gestão, a entidade oferece suporte – por intermédio de palestras, oficinas, cursos e consultorias – para desenvolvimento de planejamento em segmentos como finanças, marketing, processos produtivos. Em termos de tecnologia e inovação, o Sebrae subsidia a aquisição de tecnologias de parceiros, como o Senai, por exemplo.  Já o segmento de acesso a mercados é um dos mais ativos. Orientação sobre como participar de feiras e eventos, para obter os melhores resultados possíveis, são uma das políticas de sucesso do Sebrae. Além disso, a entidade promove missões empresariais, no Brasil e no exterior, sempre visando a ampliação da participação dos micro e pequenos empresários.

Espaço Moda Franca
Um dos cases de sucesso do Sebrae local é o Espaço Moda Franca. Para a Couromoda 2015, 35 empresas estão aprovadas para participar do estande coletivo, cuja formatação final ainda depende de detalhes técnicos que devem ser definidos nos próximos dias. “Nos três primeiros anos, subsidiamos 50% do valor do metro quadrado. Nos três anos seguintes, o investimento fica em 25%. Depois disso, acreditamos que a empresa já terá condições de participar da feira por conta própria e suspendemos o benefício”, revela Iroá.  “As empresas que participam das feiras como a Couromoda acabam tendo bons resultados, que pode ser em termos de negócios e também na construção de contatos”, completa.

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