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França: o primeiro destino do made in Italy

Foi 2007 o ano da histórica ultrapassagem entre França e Alemanha na classificação dos principais destinos da exportação italiana de calçados. Daquela data em diante, o mercado francês não mais abandonou o primeiro lugar em valores e quantidades para o destino do made in Italy. Em 2013, a França obteve uma cota de 16,4% no valor total das exportações italianas de calçados e 19,4% nos quantitativos, o que deve se repetir em 2014.

O grande sucesso do calçado italiano na França é visto na capacidade dos empresários italianos de desfrutarem ao máximo as peculiaridades do mercado distributivo de Além Alpes. Caraterizado especialmente por grandes players e extensas superfícies de venda, que detêm mais de 50% do mercado, incluindo grandes cadeias especializadas em venda de calçados, como Vivarte, colosso com 4.800 pontos de venda e faturamento de 3,1 bilhões de euros em 2013, e Eram, com 1.528 pontos de venda e 1,6 bilhões de faturamento no mesmo ano. Junto a eles, estão as redes de vendas especializadas em esporte, canal preferido para a distribuição do calçado esportivo, que tem como destaque em primeiro lugar o grupo alemão Intersport, que no solo francês conta com 600 pontos de venda, e faturamento de 1,5 bilhões de euro em 2013.

Panorama que, juntamente com a concorrência dos hipermercados, grandes magazines e cadeias verticais, como Zara e H&M, restringe cada vez mais a distribuição tradicional, atualmente abaixo de um quarto do mercado francês. Boutiques e pontos de venda sobrevivem qualificando a oferta na alta gama e nos produtos fashion oriented, além da localização estratégica nos centros históricos, mas sempre reservando orgulhosamente um papel importante às suas marcas na vitrine. Na faixa de preço baixo e médio, o varejo baseia-se geralmente na imagem de marcas conhecidas no campo da distribuição, como a Bata, para abertura de pontos de venda em franquia.

Vendas on-line
Embora tenha entrado no jogo somente nos últimos anos, o canal de vendas on-line logo ganhou terreno na França, conquistando um papel de liderança na distribuição de calçados graças a players especializados, como Sarenza e Spartoo, ou mistos, como Vente Privée e La Redoute. O e-commerce é muito apreciado pelos consumidores franceses que, habituados à oferta da grande distribuição, estão sempre buscando o preço mais baixo, de igual qualidade.
Mercado tradicional e “saturado”, a França deixa pouco espaço para novos players, nas garras da competição. Mas quem quer investir no mercado ou ajustar a estratégia para captar o gosto dos consumidores de Além Alpes deve considerar, além do preço, também a demanda mais assinalada de calçados confortáveis e de bem estar, e a atenção às temáticas “green”.

Quanto às cifras, diante de uma produção de 25 milhões de pares, a França em 2013 consumiu 402 milhões de pares de calçados, no valor de 8,6 bilhões de euros, o que foi menos 2% em comparação com o ano precedente.
Em 2014 também vem se registrando uma tendência de consumo em queda, como está ocorrendo na maior parte dos países europeus no atual quadro conjuntural. Todavia, no mesmo período aumentou as suas importações: 465,4 milhões de pares, +7%, para uma despesa total de 5,1 bilhões de euros (+6%).

Depois da China, a Itália é a primeira fornecedora do mercado francês de calçados. Em 2013, as empresas italianas exportaram para a França 42,6 milhões de pares de calçados (+10,1%), para um valor de 1,3 bilhões de euro (+9,8%). O primeiro semestre de 2014 abriu igualmente bem para o calçado italiano na França: as exportações atingiram a cota de 22 milhões e 314 mil pares, para um valor de 665 milhões de euros, respectivamente +5,5% e +7,5% em comparação com o mesmo período de 2013.

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