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Liderança é essencial

MÁRIO CAMPOS
Palestrante e consultor de empresas varejistas


A cada ano, o varejo encontra mais dificuldades para atrair e reter colaboradores, o que leva ao aumento dos custos, diminui a base de formação de gerentes e, consequentemente, faz o consumidor perder o referencial com a loja, diminuindo assim a fidelização. Entender as motivações (ou a falta delas) pode ser a chave para driblar essa questão.

Um levantamento realizado por nós nos últimos quatro anos, em nosso trabalho de ouvidoria com colaboradores e gestores de empresas de calçados e confecções de São Paulo e Paraná, buscou avaliar os motivos que fazem os colaboradores quererem ou não permanecer na empresa. Foram analisados 1.732 questionários de ouvidoria, com 25 questões de múltipla escolha. Entre vários temas, duas perguntas exploravam de maneira direta esses motivos. Abaixo, a síntese dos resultados dessas duas perguntas:

Quais os motivos mais importantes para você trabalhar aqui na loja?
(As quatro principais indicações, de um total de 15)

• Porque sou respeitado pelo meu superior    9,6%
• O salário que recebo é bom            12,10%
• O horário em que trabalho é bom        17,60%
• Porque eu gosto do que faço            19,40%

Quais os pontos que, no seu entendimento, deveriam melhorar para você ser ainda mais feliz em nossa loja?
(As quatro sugestões mais assinaladas de um total de onze respostas)

• Salário que eu recebo                9,80%
• Clima (ambiente) de trabalho            10,60%
• Sistema de premiação e planos motivacionais    12,50%
• Mais treinamentos para ampliar conhecimentos    15,80%

Pesquisas indicam que gerente influencia diretamente o comportamento da equipe

EMPRESAS DEVEM
TER PROGRAMAS PARA
CATIVAR E MANTER
BONS COLABORADORES

Os resultados da pesquisa indicam a necessidade de se pensar em medidas que possam cativar o colaborador a ficar na empresa e mantê-lo comprometido com os objetivos propostos. Analisando os resultados, percebe-se que o papel do líder está presente diretamente em pelo menos quatro questões:
   

Em relação aos principais motivos para trabalhar na empresa, 9,6% destacaram “porque sou respeitado pelo meu superior” (gráfico 1). As pessoas sempre gostaram de ser respeitadas, porém a geração y é ainda mais exigente, não aceitando um trabalho sisudo onde não possa expor suas ideias ou que receba ordens sem que o significado esteja claro. Para essa nova geração, justificar as decisões e promover o diálogo significam respeito.
   

Em relação ao que deveria melhorar para o colaborador ser mais feliz na empresa, 15,8% gostariam de ter mais treinamento (gráfico 2). Novamente aparece a figura do líder, agora como coach (treinador), que ajuda o colaborador a atingir seus objetivos. O acompanhamento e constante feedback contribuem para que o colaborador se aperfeiçoe profissionalmente e sinta-se mais satisfeito com os próprios resultados.
   

Ainda observamos que 12,5 % assinalaram que gostariam de melhorar o sistema de premiação e os planos motivacionais. Sabemos que muitas vezes premiar está diretamente ligado a verbas que dependem da liberação da diretoria, porém, quando o líder apresenta uma premiação criativa e atrelada a um objetivo, fica fácil conseguir verba extra. Porém, vale ressaltar que, quando se trata de motivação, é preciso que se entenda que isso é intrínseco (vem de dentro). O que o líder pode fazer é estimular esse sentimento, observando que, para alguém se motivar a fazer algo, é preciso atender a três critérios do colaborador:

1)   Qual o ganho que tenho? – O ganho nem sempre é dinheiro, pode ser prazer, vantagem, aprendizado, reconhecimento público, etc.
2)   Quem está comigo nessa jornada? – As pessoas se fortalecem e se motivam se outras pessoas estão no mesmo barco que elas. Quando estamos trabalhando em equipe ou temos a aprovação de outros ficamos mais seguros.
3)   Quem vai me guiar? – Nessa hora, pesa a admiração pelo líder e o poder pessoal que o mesmo exerce sobre nós.

Por último, 10,6% assinalaram que é preciso melhorar o clima de trabalho, e isso encontramos presente também em outras pesquisas fora do mercado varejista. Quando falamos em clima, podemos separar em aspectos físicos, postura da empresa, relacionamentos e liderança. A liderança, quando presente, integra o colaborador novo à equipe e verifica se existe bullyng ou rejeição do grupo. Porém, quando o líder é omisso, deixa os conflitos acontecerem, achando que, por si só, tudo se resolverá. Essa falta de gestão de conflitos faz com que a empresa muitas vezes perca talentos, que vão parar na concorrência.

Contudo, é necessário lembrar que também existe o turnover provocado pelas demissões necessárias para harmonizar o ambiente de trabalho. Uma pesquisa publicada em abril de 2014 pela revista Você S/A revela que 87% das demissões são por problemas comportamentais e apenas 13% por problemas técnicos. Entre os comportamentos inadequados, estão a falta de gestão de tempo, o baixo controle emocional e a resistência a mudanças.

Por isso, é necessário que o líder adote o estilo da “liderança sistêmica”,  observando o impacto de suas ações no sistema, desde a contratação de um novo colaborador até a demissão, equilibrando a razão (cobrança de resultados, planejamento estratégico, etc) e a emoção (comportamento, atitudes e criatividade).

Outras informações em: www.siato.com.br

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