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Milton Cardoso alerta para perda de mercado

Elogio e crítica marcaram o pronunciamento do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Milton Cardoso destacou a grande contribuição da Couromoda ao desenvolvimento da indústria calçadista nacional, que completa 120 anos em 2013 e está presente em 17 Estados brasileiros e em mais de 100 municípios, sendo que mais de 40% deles têm sua economia baseada na atividade.

“A feira teve papel de destaque para que o desenvolvimento do setor nos últimos 40 anos”, disse Cardoso, cujas palavras, também, revelaram um cunho de alerta às autoridades, devido à perda de mercado, negócios e empregos da indústria calçadista nos últimos anos. Cardoso disse que, desde janeiro de 2011 (com exceção dos meses de fevereiro e outubro) o setor registra queda na produção em função da concorrência predatória de produtos de origem chinesa, que resulta num aumento vertiginoso das importações de calçados e partes daquele país.

Os industriais chineses encontraram uma maneira de driblar as barreiras tarifárias impostas pelo Brasil: a triangulação. Em vez exportar calçados diretamente, estão utilizando outros países para envio ao Brasil, inclusive de partes de calçados (componentes), que aqui são montados legalmente, fugindo, assim, das taxas impostas.

Segundo Milton Cardoso, uma empresa importa de Taiwan 94% das partes e monta o calçado no Brasil, beneficiando-se de 75% de desconto do Imposto de Renda e do ICMS dos Estados. A operação, inexplicavelmente, é considerada legal pelo governo federal. “Essa é uma prática que as autoridades precisam agir para impedir”, afirmou Cardoso.

O presidente da Abicalçados disse que, em função destas dificuldades, a indústria calçadista nacional dificilmente atingirá em 2012 um superávit de US$ 1 bilhão. Enfatizou, no entanto, que a adoção de medidas protecionistas podem ter efeito positivo imediato sobre as atividades produtivas, como ocorreu em 2008, quando a cadeia produtiva, beneficiada pela sobretaxação às importações da China, gerou 70 mil empregos, recuperando os 43 mil que havia perdido e gerado outros 30 mil graças à retomada das condições de competição no mercado internacional.

Conforme Cardoso, os fabricantes brasileiros dispõem de criatividade, qualidade, tecnologia e inovação, além de práticas saudáveis de trabalho e controle de fatores ambientais, para retomar sua participação nos negócios internacionais. “Precisamos que o governo federal não deixe de se preocupar com os empresários calçadistas”, reiterou o dirigente.

 

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