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Nanotecnologia cada vez mais aos nossos pés

Sapatos de couro à prova de água e sujeira, palmilhas multifuncionais, tecidos que incorporam dispositivos e microchips e tecidos inteligentes que executam o sensoriamento do corpo humano. No setor calçadista, as oportunidades de uso da nanotecnologia são muitas, sobretudo no que diz respeito à substituição do couro por novos materiais para cabedal, como poliuretano, têxteis e poliéster. Outras possibilidades estão na área de palmilhas, solados e tecidos.

Produtos desenvolvidos com esta tecnologia como os citados acima já são vendidos em escala comercial em todo o mundo. É o que afirma o doutor Oswaldo Luís Alves, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que esteve no vale do Sinos recentemente, para palestrar no VIII Simpósio Brasileiro de Biomecânica do Calçado. O evento reuniu especialistas brasileiros e de outros países, que apresentaram os resultados de suas pesquisas na área.

Segundo Alves, a nanotecnologia – micropartículas desenvolvidas a partir de diversas fontes – agrega valor aos produtos e gera novas funcionalidades, podendo ser utilizada em praticamente todos os segmentos industriais. Porém, necessita ainda de maior interesse por parte das empresas para desenvolver novos produtos.

Ele esclarece que Órgãos de fomento, como o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (FINEP), criado para promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação, podem dispor desses recursos para incentivo.

“A nanotecnologia não é uma ciência, mas uma plataforma de conhecimentos em constante evolução que exercerá papel de extrema importância no século XXI, inclusive sobre as atividades da indústria calçadista”, afirma Alves. 

Tecidos, aliás, são um segmento em que já houve grandes conquistas, que vão desde a aplicação de substâncias que inibem micro-organismos à proteção contra raios UV. Outros, ainda, têm o efeito Lótus ou superhidrofobicidade que repele a água, não adere nem forma líquidos sobre a superfície. As gotas não escorrem, elas rolam porque se transformam em esferas de água levando as sujeiras da superfície, deixando-as sempre limpas.

Há também sprays que evitam o boleamento (formação de bolhas) e podem ser aplicados tanto em tecidos quanto em couros. Exemplos de aplicação bem-sucedida da nanotecnologia são os chamados enxertos para calçados, cujas nanopartículas de prata são ativadas com o uso e resistem a mais de cem lavadas. Há ainda os que não molham nem sujam, graças à aplicação de um líquido repelente sobre o cabedal.

Em sua palestra Alves destacou outros produtos em que a nanotecnologia está presente: palmilhas que drenam a umidade do pé e evitam fungos e micróbios, sapato de corrida que não perde a forma durante o uso, luvas resistentes a choques elétricos e repelentes a fiapos, tênis com sola que ajusta-se ao longo da corrida, sensores para solados que convertem pressão em energia e até tênis para corrida noturna com lâmpadas de LED com capacidade para iluminar 1,5m à frente. 

E que tal sapatos masculinos que detectam pontos de wi-fi, tênis com GPS (voice indica pontos onde a pessoa está), sapato-táxi (GPS acoplado a um celular conduz a pessoa ao local desejado) e tênis que converte energia mecânica em elétrica (para alimentar um celular, por exemplo)? Nada mal!
 

Inovações desenvolvidas fazem Dublauto destacar-se no setor

Uma das empresas que está investindo em nanotecnologia é a Dublauto Gaúcha Ltda, de Ivoti/RS. Os primeiros passos foram dados em 2005, quando a concorrência chinesa forçou a empresa a buscar formas de valorizar ainda mais os seus produtos.

Desde então, uma série de novidades foi desenvolvida, em conjunto com centros de pesquisa e universidades e com recursos da Finep. Cinco produtos já foram patenteados e todos são vendidos no Brasil e em outros países. 

Os maiores destaques são a palmilha Sequinha e o forro Dry Soft, que têm tratamento antimicrobiano: propriedades que absorvem o suor natural do pé e aroma. Outro produto desenvolvido pela empresa é o Thermic, tecido com microcápsulas de gel reguladoras da alteração de fase de materiais (PCM, em inglês), conhecidos também como reguladores de temperatura, no nosso caso do corpo humano. “Além de gerarem conforto térmico e reduzirem a transpiração”, destaca o diretor de tecnologia da Dublauto, Evandro Wolfart.

Em janeiro último, a empresa inaugurou sua unidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e contratou um bolsista, através do CNPq, para incrementar o desenvolvimento de novos produtos têxteis para o setor calçadista e outros segmentos. Com isso, pretende disponibilizar ao mercado novas alternativas aplicáveis a calçados de conforto.

 

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