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31/07/2018

A Couromoda é um conceito

No momento em que a COUROMODA se apresentou à sociedade brasileira, há 45 anos, no seio do maior polo calçadista brasileiro, o Brasil tinha menos da metade da população atual e a indústria calçadista, liderada por poucos empreendedores-sonhadores, dava seus primeiros passos em direção ao mercado externo. E seu idealizador era um jovem sonhador de pouco mais de 20 anos. Tudo era incipiente e novo, mas a COUROMODA nascera com a chama da paixão que arrebata.

Quarenta e cinco anos se passaram e o Brasil – este país imenso e eternamente em busca de seu futuro – depara-se com modismos acadêmicos e empresariais que me fazem lembrar esses precursores que se alimentavam de sonhos.

Quando leio conceitos “modernos” sobre o ato de empreender, como: “Empreendedor é aquele que toma a iniciativa de empreender, de ter um negócio próprio, que sabe identificar as oportunidades e transformá-las em lucro. Aquele indivíduo criativo, inovador, arrojado...” sou levado a crer que na base desses conceitos estão os criadores da indústria calçadista e, permitam-me personificar, Francisco Santos, o criador da COUROMODA, que trazia dentro de si o vírus do empreendedorismo, corroborando com a tese deste modesto escriba que classifica essa chama empreendedora como pura e simplesmente a luz que emana de um estado de espírito que poucos possuem.

Assim como a indústria de calçados – que continua relevantíssima para a economia nacional –, a COUROMODA venceu caminhos tortuosos, desarmou armadilhas, venceu desafios e desnudou labirintos burocráticos do Estado brasileiro, que insistem em cruzar caminhos que geram emprego e renda, daqueles tempos aos dias atuais. 300 mil empregos diretos produzem calçados que chegam a 150 países, levando conforto aos pés de 126 milhões de americanos, franceses, argentinos, italianos... Verdadeiros embaixadores de nossa cultura empreendedora.

Relevantes trabalhos dedicados ao setor
COUROMODA e indústria calçadista se confundem ao longo dessa história de quatro décadas e meia. Do que se compõe a cadeia produtiva coureiro-calçadista? Os profetas da objetividade lembrar-se-ão do coureiro que curte o couro, da indústria química que o ajuda nesse processo e da indústria de calçados que desenha, corta, costura e transforma uma ideia em produto a ser oferecido ao consumidor. Seria só isso? É evidente que não. Nesses 45 anos, o promotor comercial – a referência específica é a COUROMODA – mostrou ao Brasil e ao mundo o calçado brasileiro, a nossa arte, a nossa capacidade de produzir com engenho e qualidade, tudo isso e muito faz da COUROMODA – e de outras iniciativas similares – membros efetivos e relevantíssimos dessa cadeia produtiva.

Não há espaço para contar a evolução inovadora da COUROMODA - de Novo Hamburgo para o mundo, sempre a serviço da indústria calçadista do país. COUROMODA chega aos 45 anos com sonhos renovados como a debutante que aflora para a vida: alavancando oportunidades de negócios, promovendo o país e o calçado brasileiro, compromissada pela missão delegada por um ser superior, adaptando-se à economia digital e sua força avassaladora.

COUROMODA é mais que uma empresa.
COUROMODA é um conceito.

Roberto Nogueira Ferreira
Diretor-presidente da RN Consultores e membro dos Conselhos Deliberativos do Sebrae Nacional e da ABDI