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05/07/2019

Geração Z se preocupa com a sustentabilidade, mas - contraditoriamente - é permissiva com falsificações

Eles têm o iPhone, compram na Amazon, adquirem tênis em profusão. E estão  - como as grifes não deixam de afirmar - dirigindo o consumo das principais marcas. Vários estudos explicam que a Geração Z, ou seja, daqueles nascidos entre 1995 e 2010, é consciente e atenta à sustentabilidade", a ponto de 47% deles se declararem dispostos a "gastar entre 5 e 20% a mais por um acessório ou uma empresa comprovadamente sustentável". É uma pena que, além disso, eles estejam mais do que dispostos a fechar os dois olhos diante da conveniência de um produto falsificado, que compram sem muitos escrúpulos atropelando a sensibilidade que lhes é atribuída.

Bem-vindo ao mundo da chamada Geração Z. Revelar sua perigosa atração por falsificações é um estudo da INTA (International Trademark Association), que analisou o comportamento de compra de centenas de jovens entre 18 e 23 anos residentes na Argentina, China, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Nigéria, Rússia e Estados Unidos.

A idade é muito interessante: são os GenZs "mais antigos" e, em última análise, aqueles que têm de pagar pelo que querem usar, sem pedir dinheiro para a mãe e para o pai. Não por acaso, este banho de realidade brutal, traz a declaração de 79% dos entrevistados pelo INTA que compraram pelo menos um produto falsificado no período de dezembro de 2017 a novembro de 2018.

O relatório, cujo resumo foi publicado no Fashion United UK, mostra que 57% disseram ter comprado produtos falsificados "porque não conseguiam pagar pelo original". Resultado disso, como explica Jaqueline Mai do Insight Strategy Group (uma empresa que conduziu o estudo em nome do INTA) é que, neste caso, a "moralidade é severamente testada pela falta de dinheiro".