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26/07/2019

E segue a polêmica do Nike 4 de julho

Os tênis “escravistas” da Nike viralizaram de forma enlouquecedora na internet, enquanto, no mundo político, as reações foram outras. O modelo Nike Fourthof July - rebatizado de Betsy Ross em homenagem à costureira responsável, segundo a lenda, por confeccionar a primeira bandeira dos Estados Unidos - foi retirado do mercado porque, na parte de trás, trazia estampada a bandeira da época escravista.

A traseira do tênis provocou os colecionadores mais fanáticos. No mesmo dia em que a Nike anunciou a retirada, um par do Fourthof July foi vendido por US$ 2.500 no portal StockX (que apontou que o produto não está “alinhado ao nosso sistema de valores”). Uma barganha, se considerarmos que no dia seguinte o preço subiu vertiginosamente. Ao meio-dia da sexta-feira, 99 pessoas fizeram uma oferta em um só post no eBay, oferecendo mais de US$ 15.000.

O governador do Arizona, Doug Ducey, era contra a decisão da Nike de retirar o produto: por isso, ele não só twittou que a medida desrespeitava a contribuição de Betsy Ross para o país, mas que ele também estava retirando os incentivos fiscais do Estado (de cerca de 1 milhão de dólares) para a construção de um novo centro de produção da Nike na cidade de Goodyear.

A prefeita da cidade, Georgia Lord, discordou e prometeu lutar. O governador do Arizona tem como apoiador o filho do presidente estadunidense, Donald Trump Jr., que, também no Twitter, sugeriu à Nike que produzisse um tênis vermelho estampado com o logo da foice e do martelo.

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