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13/12/2019

EUA: dólar forte cria problemas para a moda

De acordo com a Moody’s, nos Estados Unidos, o varejo de moda está com problemas: em 2020 são esperadas quedas no consumo. O fortalecimento do dólar em relação ao euro, segundo a Global Blue, permite aos consumidores mais ricos irem às compras. Sim, mas no Velho Continente. O protecionismo de Donald Trump que é o problema do varejo da moda. Segundo relatos da Milano Finanza, um relatório recente da Moody’s prevê em 2020 uma queda de 5% nas vendas da moda.

Os altos impostos sobre os suprimentos chineses arrastariam toda a cadeia de distribuição para o varejo, condicionando-a “pelos próximos 12 a 18 meses”. E não é só isso. Dois outros elementos influenciarão negativamente a rotatividade do setor. De um lado, a instabilidade gerada pelo Brexit e, de outro, a recuperação do dólar.

Segundo MF, citando a Moody’s: “Empresas e marcas de moda compram produtos no exterior com dólar americano e sempre os vendem no exterior em moeda local, de modo que o aumento do dólar resulta em aumento de custos”.

Mas o dólar forte não é só uma fonte de problemas. Ou melhor: não é para consumidores. De acordo com o European Tax Free Shopping Overview apresentado pela Global Blue, em 2019 os americanos ricos voltaram a viajar para países da UE, gastando (muito) em produtos de grifes.

Após um 2018 abatido, os cidadãos com passaporte norte-americano (que representam 8% do mercado interno de referência), nos primeiros 10 meses do ano, aumentaram seu volume de compras em 25%.

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