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22/11/2019

Europa: comprar falsificados é normal!

Comprar conscientemente. Sim, mas um falsificado. Os adultos compram. Os jovens compram. Aceitar a falsificação é um mau hábito que, em vez de perder força, cresce cada vez mais. Isso é comprovado por um relatório do Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO).

Na Itália, por exemplo: 12% dos italianos de idades entre 15 e 24 anos entrevistados no ano passado escolheram conscientemente comprar roupas, acessórios e calçados falsos. E fazem isso principalmente porque não têm dinheiro para comprar o original. É (muito) preocupante que o número tenha subido 9% em relação a 2016. Um aumento registrado também em nível europeu, com um ligeiro aumento de 12% para 13% (fonte: Ansa).

Já a Confcommercio & Format Research conduziu uma análise sobre o sentimento do consumidor em relação à ilegalidade e à falsificação. Verificou-se que para 72% dos italianos é normal comprar produtos falsificados. Por quê? Confirmando o relatório do EUIPO, para mais de 50% dos entrevistados, a principal razão para compras ilegais é econômica. Dentre os italianos, 27% compraram um produto falso no ano passado, embora quase 80% o considerem arriscado para a saúde, segurança e baixa qualidade. Apenas um terço pensa que a compra ilegal é realizada inconscientemente.

As estimativas do Banco Mundial (contidas no Relatório Mundial de Desenvolvimento) acreditam que o volume de negócios de falsificação no mundo movimenta cerca de 350 bilhões de euros. A Itália é o país consumidor líder na Europa. E é o terceiro no mundo em produção. Na Itália, a falsificação vale 7,2 bilhões (+9,4% em relação a 2012) e custa ao setor da moda (o mais afetado) 38.000 empregos.

Roupas, acessórios de moda, calçados, artigos de couro, tênis e artigos esportivos em geral são os mais clonados. A tal ponto, segundo pesquisa da Format Research em maio passado, que 28% das lojas de moda veem a falsificação como um verdadeiro concorrente.

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