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23/01/2019

Gigante do varejo, grupo americano Target esteve na Couromoda em busca de fornecedores

A política externa do governo Jair Bolsonaro, que prioriza as relações comerciais com os países de maior potencial de consumo no mundo, em especial Estados Unidos e Europa, já apresenta resultados práticos. Isso foi constatado na Couromoda 2019, feira de calçados e acessórios que responde por 35% dos negócios do setor no ano. Na edição realizada de 14 a 17 de janeiro, o número expressivo de grandes buyers globais, foi percebido pelos corredores do Expo Center Norte. “A confiança na estabilidade política e na implementação de uma agenda liberal, gerada pelo governo Bolsonaro e sua qualificada equipe econômica, aliada à tradição e qualidade do calçado brasileiro, atraiu de volta compradores em busca de qualidade, preços competitivos e de parceiros de longo prazo”, detalha Francisco Santos, Presidente da Couromoda.

Entre os compradores de peso, destaque especial para a visita de Dace Graham, Sourcing Manager do Target Group (Minneápolis), gigante do varejo norte-americano com 1.822 lojas e faturamento anual superior a US$ 76 bilhões. Graham esteve na Couromoda e conheceu potenciais fornecedores para a companhia, cujo faturamento com moda e calçados chega a US$ 15,2 bilhões. Só para se ter uma ideia, a exportação total de calçados brasileiros não chegou a US$ 1 bilhão, no ano passado, sendo que somente 18% deste montante foi destinado aos Estados Unidos. O gestor de compras do Grupo Target gostou do que viu e estendeu sua agenda para o Rio Grande do Sul, onde visita empresas produtoras de calçados com tradição e experiencia no mercado americano. Importante ressaltar que o Grupo Target não importa nada deste segmento do Brasil.

Oportunidades para o Brasil
O alinhamento entre os governos Bolsonaro e Trump, somado à guerra comercial entre Estados Unidos e China, pode trazer reflexos positivos ao calçado brasileiro, uma vez que mais de 90% dos 22 bilhões de pares/ano de sapatos consumidos pelos norte-americanos são provenientes do gigante asiático e países vizinhos. “Qualquer tarifa ou taxa ao calçado chinês pode garantir ao Brasil uma fatia maior e o retorno a este enorme mercado ”, argumenta Santos.

O mercado norte-americano gera uma receita anual de U$ 80 bilhões na ponta dovarejo. Em termos globais, o consumo de calçados projetado para 2023 em todo o mundo é de US$ 320 bilhões. “Fora da Ásia, o Brasil é o único país com condições de produzir com preços competitivos parte desta demanda crescente. Com o novo momento político e econômico no Brasil e no exterior, acreditamos na retomada de nossa relevância em vários mercados. O crescimento do setor passa pela exportação.”, finaliza Santos.