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08/03/2018

Grendene prevê aumento de até 5% nas vendas no mercado interno em 2018

Após obter lucro líquido de R$ 660,9 milhões em 2017, a Grendene projeta um desempenho ainda melhor em 2018. “O setor de calçados deve fortalecer a sua recuperação dentro do quadro econômico mais amplo”, afirma o diretor administrativo-financeiro e de relações com investidores, Francisco Schmitt. Para 2018, a empresa espera um aumento de consumo no Brasil em número de pares da ordem de 3% a 5%. Entretanto, não tem expectativas concretas de voltar ao volume recorde de pares apresentado em 2014.

“Para o primeiro semestre de 2018, esperamos números positivos impulsionados pela Copa do Mundo na Rússia, pelo ano eleitoral brasileiro e pelo bom momento da economia mundial. O desemprego caindo e a inflação baixa aumentam o poder de compra dos consumidores e esses são sinais de que o consumo de calçados pode voltar a crescer, recuperando parte das perdas ocorridas nos últimos anos”, afirma Schmitt, que ressalta: “as empresas que souberam se fortalecer durante o período de crise, como a Grendene, se preparam para colher os resultados de uma economia mais saudável”.

Em 2017, as vendas da Grendene totalizaram 171,4 milhões de pares, contra 163,6 milhões de 2016, alta de 4,8%. No mercado interno, foram comercializados126,4 milhões de pares, crescimento de 2,2%. Nas exportações, o aumento foi de 12,5%, com o embarque se 45 milhões de pares, ante 40 milhões de 2016.

Segundo Schmitt, apesar do baixo consumo de calçados no mercado doméstico, do acirrado ambiente competitivo e do aumento de impostos, os resultados operacionais foram bons, com crescimento de 16,5% no Ebit e margem Ebit de 20,7% - 1,2 p.p. maior que igual período do ano anterior. Entretanto, com a queda nos juros, o resultado financeiro caiu 11,2%, resultando em crescimento no lucro líquido de 4,2% com margem líquida de 29,3%, queda de 1,7 p.p. em relação a 2016.

Em 2017, a baixa expectativa para o desempenho da economia interna e para a volta do crescimento no mercado de calçados foi confirmada, mas este cenário sombrio no mercado doméstico se contrapôs a um mercado internacional em sincronia de crescimento econômico, o que permitiu alguma recuperação de volumes, especialmente no quatro trimestre, quando os volumes de exportação cresceram 42,7%.

Construção de marcas
Francisco Schmitt observa que, na construção de marcas, a empresa avançou com o projeto “Clube Melissa”, ultrapassando as expectativas iniciais estabelecidas em 2012, quando o projeto de franquias começou e foi traçada a meta de ter 200 lojas até 2017. A companhia encerrou o ano com 263 lojas franqueadas, um aumento de 22 lojas em um ano de baixo crescimento no varejo. “Aproveitando este resultado, a Grendene lançou o mini Clube Melissa, que deve impulsionar o crescimento deste projeto em 2018”, reforça o executivo.

Além disso, segundo Schmitt, a empresa fortaleceu suas marcas tradicionais – Rider, Cartago, Ipanema, Zaxy, Grendha e Grendene Kids – com inúmeros esforços de marketing e comunicação. Entre as iniciativas que proporcionaram bons resultados, destaque para as ações da marca Rider, que reforçou sua ligação com esportes em colaboração com a NBA, e da Zaxy, que alinhou-se ao comportamento do seu público-alvo, fazendo a comunicação da marca pelo primeiro ano totalmente digital e atingindo a marca de 1 milhão de fãs no Facebook. Também no segmento infantil, com a Grendene Kids, a empresa teve várias conquistas: Prêmio de Licenciado do Ano Nickelodeon, Contrato Global com a Mattel e Contrato Global com a Warner.

Schmitt lembra ainda que, coerente com o seu modelo de negócios, a empresa não investe apenas em marcas e marketing. “Para perseguir a continuidade de bons resultados, a companhia tem investido em suas operações fabris, no que se convencionou chamar de indústria 4.0. Robotização, automatização e IoT (internet das coisas). São algumas das ferramentas que a Grendene tem aplicado para melhorar a qualidade dos produtos, a assertividade e pontualidade nas entregas e, ao mesmo tempo, manter os custos sob controle e o planejamento de produção otimizado”, diz.