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26/09/2019

Grupo Vivarte: credores tornam-se acionistas e empresa tenta nova cartada para recuperar-se de longa crise

Os credores do Vivarte aceitaram a proposta de acionar o “mecanismo de confiança”. Eles se tornarão novos acionistas do grupo francês de calçados, enquanto os antigos perderão o título. O anúncio foi feito pelo CEO do Vivarte, Patrick Puy, nos microfones da France Info. “Não estou orgulhoso pelos acionistas terem perdido tudo, mas estou feliz que a empresa tenha 200 milhões de euros em liquidez disponível e zero dívida”. Os fundos de credores (agora acionistas) incluem Alcentra, Anchorage, Hayfin e Oaktree.

O Vivarte enfrenta há muito tempo uma profunda reestruturação. Ele vendeu muitas marcas para quitar suas dívidas: André, NafNaf, Chevignon, Kookai, Besson, Cosmoparis. Ele tentou (em vão) desfazer até Minelli, anunciou Puy, e venderá San Marina até o final do ano. Cessões e reorganizações não foram suficientes para encontrar a liquidez necessária. Por isso, Puy jogou a carta do “mecanismo de confiança”, previsto no acordo de renegociação. A consequência: os credores reduzem sua exposição comprando ações da empresa; os antigos acionistas perdem suas ações por um valor de aproximadamente 460 milhões de euros.

“Hoje temos os meios para desenvolver que não tínhamos ontem”, diz Patrick Puy na edição francesa da Fashion Network. E cita uma quantia de 70 a 75 milhões de euros em investimentos. “Hoje, o Vivarte é um grupo de 1,4 bilhão, 10.000 pessoas, 200 milhões em dinheiro disponível e zero dívida. ” Outras cessões não estão fora de cogitação, como o fechamento de várias lojas (os sindicatos falam de 200 a 300 lojas) devido à fusão, já anunciada, entre as marcas La Halle auxChaussures e La Halle auxVêtements.

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