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23/08/2022

Varejo: IDV prevê crescimento

Os mais recentes dados do Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IAV-IDV), elaborado com base nas projeções feitas pelas empresas associadas e apurado pela EY, projetam aumento nominal de vendas, sem descontar a inflação, de 5,9% em julho, 7,8% em agosto e 8,7% em setembro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior. Em junho, houve crescimento de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2021. Levando-se em consideração o período pré-pandemia, o crescimento foi de 24,9% em relação a junho de 2019.

Quando descontado o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção real é de retração de 4,6% para julho e 0,3% para agosto, mantendo estabilidade em 0% em setembro, sempre comparado aos mesmos meses do ano anterior. Em junho, também em termos reais, houve queda de 3,2%, em relação ao mesmo mês de 2021 e crescimento de 3,7% quando comparado ao mesmo mês de 2019.

A redução da taxa de desemprego, as datas sazonais – como Dia dos Pais, Black Friday e Copa do Mundo -, o estímulo governamental à renda e a promoção de benefícios sociais, bem como redução de impostos nos combustíveis, são fatores que favorecem as expectativas de vendas para o varejo até o final de 2022.

No entanto, eles são contrabalanceados por fatores limitantes, como o alto patamar de inflação, ainda que com expectativas de níveis de crescimento decrescente, o aumento do custo de crédito ao consumidor, a depreciação do câmbio e a instabilidade fiscal e política no Brasil.

Quatro dos seis setores do varejo analisados apresentaram variação nominal positiva em junho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com destaque para tecidos, vestuário e calçados; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; artigos de uso pessoal e doméstico e produtos alimentícios, bebidas e fumo. Já os setores de móveis e eletrodomésticos e de material de construção apresentaram variação nominal negativa.

Após a volta da divulgação das expectativas dos agentes econômicos por parte do Banco Central, as projeções para o crescimento do PIB em 2022 passaram de 0,7% para 1,93%, o que reflete a observação positiva dos indicadores de nível de atividade do primeiro trimestre desse ano, somada aos efeitos das medidas políticas recentemente adotadas. Pela ótica da demanda, o destaque para o 1T22 ficou por conta do consumo das famílias, cuja alta de 0,7% na margem representou a sexta variação positiva em sete trimestres. Segundo o Banco Central, o indicador construído com dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) sugere que essa alta do consumo das famílias continuou sendo influenciada principalmente pela recuperação dos serviços.

“Com o cenário macroeconômico desfavorável, a cesta de consumo dos consumidores no varejo tem se alterado, o que beneficia alguns setores e categorias de produtos em detrimento de outros. Porém, em termos gerais, o varejo vem mostrando sinais de resiliência ao longo do ano. Nos últimos resultados, as previsões do IAV têm seguido uma tendência em consonância com os números divulgados pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE, o que demonstra a aderência do nosso índice. O IAV produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento mensal das vendas do varejo, além de fornecer expectativas sobre o setor a partir das previsões de receita reportadas pelas empresas associadas ao IDV”, explica Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV.