Home > Notícias
18/10/2019

Marcas de luxo ainda contam os danos dos protestos em Hong Kong

Hong Kong, um dos cinco principais destinos de luxo do mundo, é um ímã para grandes marcas, graças ao fluxo de visitantes da China continental. Segundo Bernstein, entre 5% e 10% dos bens de luxo globais são vendidos na cidade, estimados em cerca de US$ 285 bilhões por ano.

No entanto, os dados divulgados em 3 de outubro sobre as vendas no varejo em Hong Kong mostraram uma queda tendencial de 23% em agosto - a maior já registrada - com as vendas de joias, relógios e outros itens de luxo caindo 47,4%.  O fluxo de turistas caiu 39%, com o número de visitantes da China continental em queda de 42,3%.

Desde o início dos protestos em junho, o impacto nos resultados financeiros dos grupos de luxo foi pequeno no segundo trimestre, mas as coisas podem ser diferentes no terceiro trimestre, já que marcas como Hermes e Tiffany tiveram que lidar com o fechamento de algumas lojas.

Cerca de trinta grandes shopping centers tiveram que fechar durante os protestos contra o governo, marcados por um pico de violência no dia 1º de outubro, por ocasião do 70º aniversário do nascimento da República Popular da China. Fechamentos que caem bem durante a chamada “Semana Dourada”, um dos períodos de férias geralmente mais lucrativos para compras.

No mês passado, a francesa Hermes - que produz as caríssimas bolsas Birkin - disse que foi forçada a fechar temporariamente algumas de suas cinco lojas, além da que fica dentro do aeroporto de Hong Kong. A Chanel adiou o desfile programado para 6 de novembro para apresentar a coleção Cruise, declarando que será realizado “no futuro, em um momento mais apropriado”.

Segundo fontes confiáveis, muitos turistas chineses ricos estão se mudando para o Japão. Até a Coreia do Sul, Austrália e Cingapura estão se beneficiando do declínio de Hong Kong, afirmam analistas. Os chineses foram incentivados pelo governo a fazerem compras em casa, graças às políticas alfandegárias e aos cortes no IVA.

Leia também:
H&M investe na Sellpy e turbina o mercado de “segunda mão”, que deve chegar a US$ 51 bilhões
Foi batizada de Dior Gang a nova linha de calçados da maison francesa, que mergulha nos arquivos dos anos 1950
Mia Becar: marca autoral mexicana, com sede em Los Angeles e produção na Itália
Nike abre a “House of Innovation" em Paris, capital francesa