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14/11/2019

Falsificações de tênis prosperam nos Estados Unidos e preocupam marcas

Nos Estados Unidos, existe um próspero mercado secundário para tênis. Lá, existe um “pequeno mundo” de pessoas que ganham comprando tênis falsos de edição limitada. E que depois os vende a fãs. Na prática: o tênis afunda na falsidade e o mercado de réplicas avança desenfreadamente.

Segundo uma análise da empresa de marketing SEMrush, a marca falsa mais procurada é a Supreme. Ela realizou (em média) quase 14.000 pesquisas mensais nos Estados Unidos. Quase 29.000 em todo o mundo. Em segundo lugar no mundo está a Vans (cerca de 17.000 pesquisas mensais), enquanto UGG, Dr. Martens e Converse estão entre as 15 principais marcas.

“De calçados a acessórios, sejam de marcas casuais ou de luxo, há uma fome por falsificações”, afirmou a porta-voz da SEMrush, Jana Garanko. Há um próximo passo a ser dado. Ele se baseia em um relatório da Red Points (empresa especializada em tecnologias de proteção de marca).

Pesquisas mostram que 20% dos consumidores on-line de tênis compraram sapatos falsos no passado. Destes 20%, quase metade procurava o produto autêntico. E cuidado: 69% daqueles que compraram um produto falsificado (intencionalmente ou não) ficaram muito ou bastante satisfeitos com a compra.

O Wall Street Journal publicou um artigo sobre o fenômeno dos sneakerheads. São quem intencionalmente compra réplicas de alta qualidade dos modelos mais procurados. E fazem isso porque não conseguem se apossar de um par original, superados por robôs (bots) e revendedores.

Para não pagar valores desproporcionais, o consumidor desejoso recorre a um modelo falso completamente semelhante ao original. Um modelo capaz de enganar o especialista mais cuidadoso. E há quem, por sua vez, tenta revender esse modelo falsificado no mercado secundário, embolsando a diferença entre o custo de compra e a avaliação de revenda. Um círculo viciosíssimo.

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