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06/09/2019

Millennials chineses: Hermès segue como referência da moda, mas não basta mais

Ir além das marcas de luxo “usuais”. É isso o que está acontecendo hoje entre os millennials chineses. Na prática, eles querem encontrar mais nichos e alternativas atualizadas às marcas favoritas da geração anterior, a de seus pais. Quais? De acordo com o Jing Daily (portal chinês oficial especializado em tendências de luxo), estas quatro: Moynat, Goyard, Delvaux e Valextra.

O portal chinês explica que a referência de luxo em Pequim é a Hermès. Marca que não é mais só um símbolo de status. Ela se tornou uma espécie de “definição”. De acordo com o Jing Daily, a marca é usada hoje como adjetivo para classificar a superioridade de qualquer produto: “Essa é a Hermès das pastas de dentes ou dos secadores de cabelo, etc.

O resultado disso é que, para os millennials, a marca, por manter um apelo de valor altíssimo, não é mais tão exclusiva. “Por isso, os jovens estão procurando alternativas para afirmar seu status de luxo em um nível superior”, detalha a reportagem.

Entre as grifes mais procuradas está a histórica francesa Moynat, que fatura cerca de 25% de sua receita da China. Em entrevista ao jornal chinês Lady Max, seu CEO, Guillaume Davin, declarou que a idade média dos clientes chineses é de 25 anos; na Europa, é de 40 anos. Há também a Goyard, apreciada pois seus produtos não são tão acessíveis. Jing Daily publicou: “Além dessas últimas, há também a belga Delvaux e a italiana Valextra”.

São elas, na China, que tem sido mencionadas em conversas (sociais, mas não só) nas quais se discutem “alternativas à Hermès”. Uma coisa é certa: cada vez mais os consumidores de luxo chineses buscam etiquetas de nicho para demonstrar “seus gostos de apreciadores”.

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