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06/11/2019

Perspectivas econômicas do Brasil após a Reforma da Previdência

Sabemos todos que, quando falamos na questão econômica do Brasil nesta década, o furo é bem mais embaixo. A partir do momento em que Dilma Rousseff e sua equipe decidiram que aquele conjunto de medidas denominado tripé macroeconômico – controle da inflação, equilíbrio fiscal e câmbio flutuante – era algo ultrapassado e que poderíamos criar um made in Brazil revolucionário, onde bom mesmo era gastar o que tínhamos e o que não tínhamos para garantir crescimento e o resto se resolveria, a economia do país passou a deteriorar-se em alta velocidade.

Quando Michel Temer assume sua equipe implementa uma agenda heterodoxa para colocar a economia novamente nos eixos (inclusive enviando ao Congresso uma proposta de reforma da Previdência, implodida pela armação da escuta de Joesley Batista). E, neste ano, Bolsonaro e Paulo Guedes sinalizam que diminuirão o tamanho do Estado e a sua intervenção na economia, e iniciaram pela reforma da Previdência, já aprovada.

Ela, por si só, não resolve todos os problemas econômicos do país, mas é um grande balizador de que o Brasil está buscando equacionar sua economia de forma responsável, ajustando os seus gastos.

Além disto, já tivemos diversas ações microeconômicas adotadas pelo Banco Central e a aprovação da MP da liberdade econômica, e mais as reformas administrativa e tributária que também estão na fila. Isto tudo somado à reforma da Previdência faz com que possamos afirmar que, agora sim, o crescimento econômico voltará e ,desta vez, em bases muito mais sólidas do que aconteceu em períodos anteriores.

Marcelo Lauxen Kehl
Presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV)