Home > Notícias
08/08/2017

Presentes com Dia dos Pais devem movimentar 10,7 bilhões na economia

Pesquisa mostra que 57% dos consumidores devem presentear no Dia dos Pais e o gasto médio será por volta de R$ 125 reaisRoupas e calçados lideram a lista dos itens preferidos.

Embora os brasileiros ainda estejam sensíveis aos efeitos da recessão e do desemprego, o percentual de pessoas que devem ir ás compras no Dia dos Pais é maior neste ano do que em 2016. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que 57% dos brasileiros têm a intenção de comprar presentes na data, o que representa um contingente aproximado de 86,1 milhões de consumidores. Os que não manifestaram a intenção de comprar presentes somam 41% da amostra e os que ainda não sabem são 2%. No ano passado, o percentual de brasileiros que presentearam os pais foi de 49%, segundo a pesquisa.

Entre as pessoas que vão às compras, o valor desembolsado com o total de presentes será, em média, de R$ 125, valor que diminui para R$ 111 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E. A maioria (81%) dos compradores deve adquirir apenas um presente. Com isto, o SPC Brasil e a CNDL estimam que as compras do Dia dos Pais devem movimentar aproximadamente R$ 10,7 bilhões nos setores do comércio e serviços.

Roupas e calçados estão entre os presentes favoritos

No Dia dos Pais deste ano, os itens mais procurados para quem vai presentear serão as roupas (40%), calçados (16%), perfumes e cosméticos (16%) e em seguida aparecem os acessórios masculinos, como cintos, óculos, carteiras e relógios (14%), vale-presentes (4%) e as comemorações em restaurantes (4%). A pesquisa também mostra um percentual relevante de indecisos: um em cada cinco entrevistados (22%) não sabe ou ainda não decidiu o que pretende comprar para o pai. As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais (56%), esposos (14%), pai dos filhos (8%), filhos (7%) e sogros (6%).

O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Marcone Tavares, destaca que o calçado é um presente que agrada a pessoas de todas as idades e classes sociais. “Nossa previsão é positiva para o varejo de calçados, que está preparado para receber os consumidores com uma variedade de produtos, bom atendimento e boas condições de pagamento”, enfatiza o presidente da entidade.

Com relação à forma de pagamento, a maioria dos entrevistados (75%) mostra preferência pelo pagamento à vista, seja em dinheiro (66%) ou cartão de débito (9%). O pagamento via cartão de crédito, seja em parcela única ou mais de uma parcela, será escolha de 16% em ambos os casos. Entre aqueles que vão dividir o pagamento, a média será de três prestações. “Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.


Shoppings em alta
A pesquisa mostrou ainda que o shopping center se destaca como o principal local de compra para 35% dos entrevistados. Logo em seguida estão as lojas de rua (18%), shoppings populares (9%) e lojas de departamento (9%). As lojas online devem ser a preferência de apenas 2% dos compradores. Para escolha do local de compra dos presentes, 51% levam em consideração o preço, 43% a qualidade dos produtos e 27% promoções e descontos, especialmente as classes C, D e E (30%). “A larga vantagem dos shoppings deve-se ao fato que estes estabelecimentos concentram uma grande variedade de lojas em um único lugar”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Segundo o levantamento, a procura pelo presente dos pais deve se intensificar pelos próximos dias sendo que 34% dos entrevistados falaram que só vão fazer a compra no sábado, véspera do Dia dos Pais.
A pesquisa ainda mostra que seis em cada dez (57%) consumidores têm a percepção de que os presentes estão mais caros neste ano, sendo que para 77% destes, a crise econômica fez os preços aumentarem. Já para 37%, eles estão na mesma faixa de preço.

Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 872 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial que têm a intenção de comprar presentes. A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.