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05/04/2022

Quatro tendências de consumo no varejo

A sua forma de comprar é a mesma de antes da pandemia? Provavelmente, não. Com o surgimento da Covid-19, a tecnologia foi ainda mais difundida, o que aprimorou os meios de compra e venda existentes e, consequentemente, transformou os comportamentos de consumo. Executivos das retailtechs Minha Quitandinha e Take destacam quatro conceitos de consumo que acabaram virando tendência no varejo. Confira:

Cliente no centro do negócio
Atualmente, é possível dizer que os consumidores buscam uma experiência mais personalizada, consciente e prática no momento de ir às compras. “A partir do avanço tecnológico nos últimos anos, a estratégia de inserir o cliente no centro do negócio passou a ser imprescindível para o sucesso das empresas, visto que com a possibilidade de compra online aperfeiçoada, os consumidores começaram a ter muitas opções e, assim, um maior empoderamento”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha, retailtech com foco no mercado de conveniência autônomo.

A ideia com isso é que os varejistas mantenham o cliente no centro do planejamento do negócio. Ou seja, devem priorizá-lo desde a etapa do primeiro contato com a marca até o pós-venda. “Quando se trata de priorização do consumidor, existem dois princípios. O primeiro é garantir que todos os resultados esperados sejam alcançados e o segundo é identificar métricas que mostram as preferências de consumo a fim de nortear os próximos passos”, explica o CRO. Para que isso aconteça, o executivo indica o uso de sistemas de avaliação da experiência de compra ou do Business Intelligence (BI).

A importância do omnichannel
Outro termo em evidência no mercado é o omnichannel, que mistura os ambientes físico e digital. “A mescla do online com o offline é capaz de gerar uma jornada imersiva. Esse contato único e personalizado com a marca envolve ainda mais o consumidor com as ações da empresa. Portanto, tecnologias como Realidade Virtual (VR) e Aumentada (AR) são muito bem-vindas nesse tipo de estratégia”, pontua Pena.

Consumo consciente
Já Gustavo Almeida, CEO da Take, retailtech que atua no mercado de conveniência autônomo por meio de smart vending coolers, enxerga uma grande preocupação do cliente com o consumo consciente. “Observamos que uma tendência é a cadeia de suprimentos digitalizada na qual o próprio consumidor dita o quanto o produto é necessário em um determinado mercado. Ao produzir apenas o que será realmente consumido, evitam-se os desperdícios”, revela.

Assim, a proposta é que o gerenciamento do estoque seja totalmente conectado e autogerenciável. Desta forma, o sistema consegue controlar por si só as quantidades de itens que estão em falta ou em excesso em um centro de distribuição. “Em um e-commerce é possível, por exemplo, o sistema perceber o crescimento de demanda sobre determinado produto e alertar o varejista de que é preciso aumentar essa produção”, complementa o Almeida.

Decisão de compra está alinhada aos valores das empresas
Ainda na direção do consumo consciente, o executivo avalia que os valores e missões de uma empresa impactam na decisão de compra porque os consumidores apresentam preferência por marcas que se comprometem em incentivar causas sociais. “Discussões como sustentabilidade e diversidade são pautas atuais da sociedade. Portanto, as pessoas também esperam um posicionamento sobre essas temáticas no ambiente corporativo e valorizam os negócios que transmitem esses comprometimentos em ações do cotidiano corporativo, sejam internas ou externas”, finaliza o CEO.