Home > Notícias
14/12/2021

Setor gerou mais de 37 mil empregos no ano e exportação já supera nível pré-pandemia

Experimentando recuperação gradual, que ganhou mais força a partir do segundo semestre deste ano, o setor calçadista brasileiro comemora a criação de mais de 37 mil postos de trabalho entre janeiro e outubro. Foram 31 mil vagas geradas somente de junho e o mês dez. Os dados, elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), apontam que em outubro a atividade somou 282,8 mil postos de trabalho diretos em todo o Brasil, 13% mais do que em outubro passado e 0,6% menos do que em outubro de 2019.

Entre os estados brasileiros, o que mais gerou vagas entre janeiro e outubro foi o Rio Grande do Sul. Principal empregador na atividade, com ⅓ das vagas totais, o Estado gerou mais de 10 mil postos no período. Com o resultado, o setor calçadista gaúcho atinge 85 mil pessoas empregadas na atividade, 11,4% mais do que em outubro passado e 6,3% menos do que em outubro de 2019.

O segundo estado que mais emprega no setor calçadista brasileiro é o Ceará. Entre janeiro e outubro, as empresas locais geraram 3,5 mil postos, fechando o mês dez com 62,3 mil pessoas empregadas na atividade, registro 7,1% superior ao de outubro passado e 9,8% superior ao de outubro de 2019.

A Bahia é o terceiro maior empregador do setor calçadista nacional. Entre janeiro e outubro, as fábricas baianas geraram 8,6 mil vagas, fechando o décimo mês do ano com 35,7 mil pessoas empregadas na atividade. O número é 32,8% superior ao de outubro passado e 22% superior ao de outubro de 2019.

Na quarta posição no ranking de empregos gerados na atividade calçadista, São Paulo gerou 7,5 mil postos entre janeiro e outubro. Com o resultado, o Estado soma 32,5 mil pessoas empregadas na atividade, 23% mais do que no mesmo período de 2020 e 12,8% menos do que no mês correspondente de 2019.

O quinto maior empregador do setor é Minas Gerais. No Estado, foram criadas 4,37 mil vagas entre janeiro e outubro, fechando o mês dez com 30,5 mil postos na atividade, 10% mais do que no mesmo período de 2020 e 11% menos do que no intervalo correspondente de 2019.

Estados que mais empregam no setor

1º Rio Grande do Sul
85 mil postos

2º Ceará
62,3 mil postos

3º Bahia
35,7 mil postos

4º São Paulo
32,5 mil postos

5º Minas Gerais
30,5 mil postos

Exportação supera nível pré-pandemia
Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em novembro, foram embarcados 11,68 milhões de pares, que geraram US$ 93,2 milhões, resultados superiores tanto em volume (+22,3%) quando em receita (+74,5%) em relação ao mesmo mês do ano passado. No comparativo com novembro de 2019, portanto na pré-pandemia, o resultado também é superior, em 39% (volume) e 33% (receita). Com o resultado, no acumulado de janeiro a novembro de 2021 o setor calçadista somou o embarque de 110,77 milhões de pares, que geraram US$ 805,7 milhões, incrementos tanto em volume (+31%) quanto em receita (+34,6%) na relação com o mesmo período de 2020. Já no comparativo com o mesmo intervalo de 2019, os resultados são 5,6% superiores em volume e 9,6% inferiores em receita.

Destinos
Em novembro, o histórico principal destino do calçado brasileiro no exterior deu uma contribuição importante para os bons resultados. No mês, foram embarcados para os Estados Unidos 1,8 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 26,8 milhões, incrementos expressivos tanto em volume (+138,8%) quanto em receita (+210,6%) em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, no acumulado de janeiro a novembro, os norte-americanos somaram a importação de 13,55 milhões de pares, que geraram US$ 204,36 milhões, altas de 59,2% em volume e de 61,3% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2020.

Segundo destino do calçado brasileiro no exterior, a Argentina importou, em novembro, 1 milhão de pares, pelos quais pagou US$ 8,54 milhões, incrementos tanto em volume (+35%) quanto em receita (+38,5%) na relação com o mesmo mês de 2020. No acumulado dos 11 meses, os hermanos somaram a importação de 11,8 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 100,9 milhões, altas de 67,5% e 52,2%, respectivamente, ante igual período do ano passado.

O terceiro destino do calçado brasileiro no exterior foi a França. Em novembro, foram embarcados para lá 907,4 mil pares, que geraram US$ 6,3 milhões, altas de 7% em volume e de 0,6% em receita na relação com o mesmo mês de 2020. Nos 11 meses, os franceses importaram 7 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 56,6 milhões, altas de 9,8% e de 8,7%, respectivamente, ante o mesmo intervalo do ano passado.

RS impulsionou resultados
Tradicional maior exportador de calçados brasileiros, em receita gerada, em novembro o Rio Grande do Sul exportou 3,78 milhões de pares, que geraram US$ 46,84 milhões, altas tanto em volume (+88,3%) quanto em receita (+106,8%) na relação com novembro de 2020. No acumulado dos 11 meses, as fábricas gaúchas somaram 29,55 milhões de pares embarcados, que geraram US$ 363,76 milhões, incrementos de 48% e 36,3%, respectivamente, ante o mesmo intervalo do ano passado.

O segundo maior exportador de calçados de novembro foi o Ceará. No mês 11, saíram com destino internacional das fábricas cearenses 2,82 milhões de pares, que geraram US$ 17 milhões, queda de 28,8% em volume e incremento de 15% em receita na relação com o mês correspondente de 2020. Com o resultado, no acumulado de janeiro a novembro, o Ceará embarcou 32,78 milhões de pares, que geraram US$ 184 milhões, incrementos tanto em volume (12%) quanto em receita (+21,8%) em relação ao mesmo período do ano passado.

São Paulo foi o terceiro maior exportador de novembro. No mês, as fábricas paulistas embarcaram 751,7 mil pares, que geraram US$ 10,35 milhões, altas tanto em volume (+43,3%) quanto em receita (+120,4%) na relação com novembro de 2020. No acumulado dos 11 meses, São Paulo somou o embarque de 7,57 milhões de pares por US$ 85,32 milhões, incrementos de 30% e 42%, respectivamente, ante o mesmo intervalo do ano passado.

O quarto estado exportador de novembro foi Minas Gerais, de onde partiram 1 milhão de pares, que geraram US$ 5,26 milhões, altas em volume (+72%) e receita (+120,7%) na relação com o mesmo mês de 2020. Com o resultado, no acumulado as fábricas mineiras somaram o embarque de 21,2 milhões de pares por US$ 52,9 milhões, incrementos de 25,2% e 9%, respectivamente, em relação ao período correspondente do ano passado.

Importações
Entre janeiro e novembro, as importações de calçados somaram 20,4 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 267 milhões, quedas de 17,5% e 10,6%, respectivamente, ante o mesmo período de 2020. As principais origens seguem sendo os países asiáticos, Vietnã, Indonésia e China.

Em partes de calçados - cabedais, palmilhas, saltos, solas etc - as importações, no acumulado do ano, somaram US$ 22 milhões, 22,8% mais do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram Paraguai, China e Vietnã.