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15/09/2020

Setor têxtil e de confecção: recuperação mais lenta

O setor de tecidos e vestuário teve recuo de 31,3% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2019, mas registrou sinais de recuperação, pois cresceu 25% em relação a junho deste ano. Esses dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE são coerentes com as expectativas e impressões dos empresários do setor.

Na última edição, referente a junho, da Pesquisa Conjuntural realizada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), 90% dos entrevistados indicaram queda de produção em maio, em relação ao mesmo mês de 2019. Apenas 7,84% reportaram crescimento. Quanto às vendas, 86% revelaram que houve queda e 9,8% das empresas apresentaram crescimento.

As expectativas para as vendas nos meses de julho e agosto apuradas pela pesquisa da Abit sinalizam um cenário ainda difícil, mas o início de uma possível curva de retomada: 82% (ante os 86% do item anterior) seguem com perspectiva de redução, mas sobe para 13,72% a parcela dos empresários que acreditam em aumento, em relação a igual período do ano passado.

As mesmas tendências observam-se no tocante à produção: recua para 78% o índice de empresários que esperam queda e sobe para 13,72% dos entrevistados os que acreditam em crescimento, também na comparação com julho/agosto de 2019.