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16/12/2020

Tíquete médio dos shopping centers cresce durante a pandemia

De acordo com estudo realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), mesmo em um cenário de redução nas vendas em decorrência da pandemia, foi observado um aumento significativo do tíquete médio em relação ao ano passado, quando todos os shoppings estavam abertos no país. O tíquete médio mais alto foi registrado em junho: o valor de R$ 154,65 representa um aumento de 59,4%* em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, o tíquete médio chegou a R$ 136,43, alta de 46,8%* na comparação com o mesmo mês de 2019. Nesse período, ocorrem duas importantes dadas para o varejo, o Dia dos Namorados e o Dia das Mães.

Mês …,…. Abril ….. Maio ….. Junho ….. Julho ….. Agosto ….. Setembro
2019 …. 96,50 ….. 92,92 …. 97,05 …… 94,72 …… 97,71 ……. 96,61
2020 .. 121,54 … 136,43 … 154,65 …. 15,88 …… 123,54 …. 113,13
Tíquete médio do setor dos shopping centers – Em R$. Fonte: Abrasce

“O medo da contaminação pelo coronavírus fez com que os visitantes passassem a ir com menos frequência aos shoppings e, dessa forma, tornassem suas compras mais assertivas”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. Quando analisamos especificamente o ticket médio das datas comemorativas, também observamos crescimento significativo em relação a 2019, sendo a única exceção o Dia dos Pais, cujo valor foi ligeiramente inferior. A média de crescimento do tíquete médio nas datas comemorativas em 2020 foi de 8,1%, enquanto no ano passado foi de 2,7%.

Data …… D. das Mães ….. D. dos Namorados ….. Dia dos Pais ….. S. do Brasil ….. D. das Crianças
2019 …. 177,00 …………… 179,00 ……………………… 176,00 ………….. 180,00 ………….. 152,00
2020 …. 189,00 …………… 196,00 …………………….. 172,00 …………… 185,00 ………….. 188,00

Tíquete médio do setor dos shopping centers em datas comemorativas. Fonte: Abrasce

Ao compararmos a evolução do tíquete médio entre shoppings e lojas de rua, verificamos um desempenho melhor dos shoppings. O varejo de rua, assim como os shoppings, também foi muito afetado pela pandemia, mas por concentrar segmentos de produtos essenciais, como supermercados e drogarias, apresentou uma queda menor em suas vendas. “A crise sanitária trouxe uma queda no nível de vendas nunca verificado no setor de shoppings, mas também um tíquete médio diferenciado, ou seja, uma combinação de resultados provocada pela própria natureza da crise”, explica Humai.

A região do país que apresentou melhor desempenho do tíquete foi o Nordeste, com alta de 53,4%, seguida pela Sudeste (31,5%), Norte (26,9%), Centro-oeste (14,1%) e Sul (39,8%). Em março de 2020, os 577 shoppings do País foram fechados, o que fez com que as vendas apresentassem uma queda sem precedentes na história do setor. O movimento de reabertura dos empreendimentos teve início em abril e só foi concluído no final de agosto, quando todos os shoppings já estavam operando, mas com restrições de horário. (Foto: https://diariodoestadogo.com.br/)

*As porcentagens se referem ao crescimento nominal. Considerando crescimento real, temos alta de 56,08% em junho e 44,09% em maio.