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19/07/2019

UNIC planeja campanha de comunicação para restaurar a verdade sobre o couro e a indústria de curtumes

Uma campanha de comunicação para restaurar a verdade sobre o couro e a indústria de curtumes, uma resposta da mídia àqueles que, ao contrário, denigram o material de maneira instrumental. É o que anuncia o presidente Gianni Russo durante a assembleia anual da UNIC – Concerie Italiane, entidade que congrega os curtumes da Itália. “Já confiamos a tarefa a uma importante agência, que opera internacionalmente, para uma campanha que construa um caminho estratégico de publicidade capaz de combater os preconceitos dominantes.

"A delicada situação por que o setor de curtumes está passando, mais do que uma crise de mercado, deve ser interpretada como 'uma crise de identidade'”, explica Russo em seu relatório. Uma crise de identidade que envolve o público de consumidores finais, por um lado, desorientado por aqueles que “fazem guerra à pele e ao couro com acusações paradoxais, com campanhas enganosas, baseadas em premissas incorretas, às vezes francamente ridículas”. E uma crise de identidade (também) de operadoras do setor, sobrecarregada pela “massiva introdução de materiais alternativos e solicitações que distorcem os valores intrínsecos de nossos produtos”.

O curtume italiano: mais penumbra do que luzes
A UNIC, por ocasião da Assembleia Geral, apresentou os dados de seu orçamento, revelando como, mesmo em um contexto caracterizado por negatividade generalizada, suas empresas conseguiram consolidar liderança internacional, aumentando ainda mais seu X-Factor sustentável. “2018 foi um ano sem brilho”, resume a UNIC, que, após um começo promissor, perdeu forças, sofrendo a incerteza do calçado, o ritmo lento dos estofados, a tendência flutuante dos artigos de couro e encaixotando a então positiva tendência automotiva.

Resultado: o volume de produção de curtumes recuou 0,9%, queda de 3,2%, nas exportações, (para 122 países), queda de 4,8%. E o horizonte está nebuloso não só para o curtume italiano. O início de 2019 não promete mudanças de tendência, pelo contrário: ameaça piorar significativamente a produção, a exportação e os negócios. Nos primeiros meses do ano, o couro italiano observou “uma queda na produção de cerca de 5% e de 7% no faturamento, com reduções importantes também na frente de exportação, atingindo -8%”. O impasse da indústria automotiva é um fardo (um setor que, ao contrário, havia dado uma satisfação sólida em 2018) e produtos de couro também menos influentes. Perspectivas? Ruins. 2019 será mais um ano de resiliência forçada.

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