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25/02/2019

Padronizar para otimizar

Assim como as pessoas, os produtos também devem ter uma identidade, ou seja, um numerador que os diferencie dos demais e os acompanhe da produção na indústria à venda na loja. A afirmação é do consultor em automação logística da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Igor Hoelscher, um dos palestrantes do Fórum Couromoda 2019.

Conforme ele, se para as pessoas a identificação única e inequívoca é o CPF, para os produtos – entre eles o calçado – é o sistema GS1, baseado em códigos de padrão internacional. A padronização das etiquetas de identificação é essencial para a rastreabilidade e a eficiência logística da fábrica ao consumidor final, ou seja, reduz custos, acelera as transações comerciais e ajuda a vender mais.

Um dos setores mais avançados é o de supermercados, que recebem os produtos corretamente identificados pelos fornecedores, ‘leem’ os códigos de barras e os produtos são, em pouco tempo, colocados à venda. No setor calçadista, indústrias responsáveis por cerca de 80% da produção já adotam códigos de padrão global em seus produtos, mas a realidade do varejo é outra.

A maioria das lojas ainda utiliza códigos próprios, diferentes dos das indústrias, o que causa uma série de problemas, tais como necessidade de colocação manual destes nas embalagens dentro das fábricas (com possibilidade de ocorrerem erros), atraso na remessa dos produtos aos clientes, retrabalho no varejo e atraso nasvendas aos consumidores.

'Perde-se muito dinheiro'
“Perde-se muito dinheiro com a ausência de padrões de identificação globais em toda a cadeia produtiva”, afirma Igor. Conforme ele, eliminar a reetiquetagem na loja, mais do que ganho de tempo, significa simplificar o fluxo dos negócios, os controles gerenciais e de estoques, com positivos impactos nos custos e na qualidade das informações.

Para mudar esta realidade e avançar no processo de automação, a Abicalçados criou e mantém o Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (Sola), um conjunto de elementos que trabalham de forma interdependente com o propósito de difundir regras de negócio com padronização para automatizar os processos e viabilizar a integração da cadeia produtiva, como área de suprimentos, indústria de bens de consumo e varejo.

Todas as empresas interessadas – inclusive varejistas – podem utilizar as informações do Sola em suas atividades.“Os gestores de varejo precisam conscientizar-se de que o uso de etiquetas com informações padronizadas globais reduz custos e acelera negócios em sua área de atuação e, em consequência, em todos os elos da cadeia produtiva”, finaliza Igor.