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19/06/2019

Vendas de vestuário e calçados colaboram para alta no lucro da Renner

O lucro de Lojas Renner no primeiro trimestre de 2019 aumentou 50,8%, atingindo R$ 168,1 milhões num período em que os indicadores macroeconômicos marcaram passo. O balanço divulgado pela empresa, que desde abril tem Fabio Faccio como CEO, em substituição a substitui José Galló, indica que o principal fator responsável pelo crescimento foi a nova forma de gerir a coleção.

A rede de lojas fez uma transição regionalizada, específica para cada shopping, e também alinhada com seu entorno, se é popular ou de alta renda. Assim, em março, quando em Porto Alegre ainda fazia forte calor, muitas lojas exibiam apenas roupas de meia-estação. “Como o clima é errático, entendemos que temos que mitigar essa imprevisibilidade”, afirma o diretor administrativo e financeiro Laurence Beltrão.

Conforme o executivo, o resultado também deve-se a investimentos feitos e projetos concluídos, que ajudaram a empresa a elevar sua participação no mercado. Um deles relaciona-se ao segmento de vestuário e calçados, que registrou alta de 18% no primeiro trimestre de 2019, ante a uma elevação de 5,4% no varejo como um todo no país. “Seguimos ganhando participação de mercado mesmo em uma economia que se recupera lentamente”, finaliza.

Despesas com aluguéis
Este ano, a Renner alterou o sistema de registro de despesas com aluguéis. Os de longo prazo passaram a ser considerados passivos, equilibrados pelo direito de uso no ativo. Mas como é preciso trazer o contrato futuro para o presente, o saldo devedor inicial é maior. “É uma alteração que todos os varejistas terão que fazer, que resulta da aplicação da IFRS 16 (norma para apresentação de balanços financeiros). A Renner tem R$ 1,9 bilhão em compromissos deste tipo.

1° TRIMESTRE 2018 x 1° TRIMESTRE 2019

RECEITA LÍQUIDA EM R$
R$ 1,39 bilhão I R$ 1,65 bilhão I +18%

LUCRO BRUTO EM R$
786,2 milhões I 911,9 milhões I +16%

MARGEM EBITDA
17,8 I 19,8 I +2 pontos percentuais

AUMENTO DE VENDAS MESMAS LOJAS
12,7% I 12,7%

EBITDA AJUSTADO EM R$
249,5 milhões I 326,2 milhões I +30,7%

LUCRO LÍQUIDO EM R$
111,4 milhões I 168,1 milhões I +50,8%