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O lado intangível da produção de calçados

Durante o World Footwear Congress Rio 2011, os valores mensuráveis do mercado calçadista estiveram em discussão, mas também houve espaço para o lado intangível da questão que envolve desde saúde, inovação, comunicação e meio ambiente com os resultados e desafios da próxima década.

Cesar Orgilés Barceló, diretor do Instituto Espanhol de Tecnologia para Calçados e Componentes (Inescop), trouxe para a discussão a saúde dividida em duas áreas: a dos trabalhadores e a dos usuários. “Na Espanha, a incidência de problemas de saúde decorrentes da execução do trabalho na indústria calçadista corresponde a 4,5% – considerado baixo – em comparação à média do setor industrial com 10%. Os riscos estão relacionados aos químicos, por meio do uso de adesivos com isolantes, e à poeira gerada pelo ato de lixar o couro”.

Para o usuário, os problemas de saúde quando ocorrem são relativos a alergias. “Cerca de 2% da população, por exemplo, apresenta alergia ao cromo 3, mas a manifestação alérgica pode ser evitada com o uso de produtos forrados e meias”, completou Barceló.

A esfera ambiental foi contemplada por Joaquim Leandro de Melo, diretor do Centro Português de Tecnologia do Calçado. “Ser verde está na moda e um dos efeitos disso é a divulgação de sapatos intitulados como amigos do meio ambiente, biodegradáveis e com carbono neutro. Mas para um calçado ganhar valor agregado pela preocupação ambiental ele precisa cobrir todo o ciclo de produção e análise de vida, e não apenas ter um nome que indica preocupação com a sustentabilidade, como apelo de marketing. Para de fato ser verde o produto deve conter a análise do processo como um todo, desde os fornecedores; transporte e embalagem; produção e montagem; transporte até o ponto de venda; uso, manutenção e destino final”.

Segundo Melo, fabricantes que desejam incluir o aspecto ambiental na produção dos calçados devem recorrer às normas e regulamentações. “Um dos documentos mais completos é o Rótulo Ecológico Europeu”, completou.

Emanuele Carpanzano, presidente da Plataforma Europeia de Tecnologia do Calçado, trouxe para o temário o item inovação. “Entre os desafios dessa área estão investimento em pesquisa aplicada e transferência de tecnologia. No entanto, não adianta partir desse ponto, antes é preciso avaliar o mercado, os novos segmentos, demandas, cadeia produtiva e as oportunidades, identificando as melhores tecnologias para tal desenvolvimento. Cada projeto precisa ter um diferencial, um item-chave, como por exemplo, customização, tecnologia ou segurança”.

Ferenc Schmél, consultor na TechnOrg Consulting, abordou o tema da educação no contexto do mercado global. “A área calçadista envolve uma cadeia produtiva complexa que exige habilidades específicas. Uma forma de aumentar a competitividade do produto é apostar em estratégias relacionadas à educação, como treinamento constante”.


Fabio Aromatici, gerente geral da Associação Nacional das Indústrias de Calçados da Itália (Anci), aproveitou a oportunidade para pontuar uma série de itens que atuam como diferenciais. “Na última década, as mudanças no mundo fizeram surgir melhorias na produção e nos canais de distribuição, mas ainda é preciso otimizar a comunicação, valorizando, por exemplo, o design. Entre as formas de concretizar esse objetivo está investir nas redes sociais, como por exemplo, no facebook, uma plataforma horizontal, que contextualiza o modelo gerando resultados a médio e longo prazo. Quanto ao desafio para próxima década, acredito que será a sustentabilidade”.

Por Cibele Quirino

 

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