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O mercado mundial de calçados: passado, presente e futuro

As apresentações do World Footwear Congress Rio 2011 tiveram início com o tema “O mercado mundial de calçados: fatos, números e perspectivas” abordado por dois expoentes do setor calçadista Steve Lee, consultor da Steve Associados, Reino Unido, e Alberto de Castro, doutor em economia pela Universidade da Carolina do Sul e diretor do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada.

Steve Lee adotou como base para comparação o passado recente do setor calçadista como forma de elucidar o público sobre a realidade atual e revelar as perspectivas de um futuro próximo. “Há 30 anos, o PIB mundial apresentava crescimento moderado, entre 2000 e 2008 (ano da crise) essa dinâmica foi vertiginosa e na sequência passou a registrar recuperação lenta. Em relação à produção, em 1994, o mundo contava com 12 bilhões de pares, hoje já são 20 bilhões e a expectativa é de que em 2024 serão 30 bilhões”.

Mas quais fatores estão alterando o cenário mundial? Segundo Lee, a resposta envolve uma série de mudanças em diferentes países. “A China é um dos elementos-chave, a Índia também ocupa lugar de destaque e até 2024 sua população deve ultrapassar a chinesa. A Nigéria sinaliza crescimento e desponta como exportador dos países vizinhos, enquanto a Europa registra crescimento populacional estável com conseqüente envelhecimento da população e queda nas importações”, esclarece Lee.

Para o aspecto consumo, o consultor apresenta uma equação entre o número de pares de calçados X renda per capita. “A relação per capita mundial nos dias de hoje é de 3,0 pares de calçados e deve chegar em 2024 a 3,7. Nos EUA, deve sair dos 6,0 pares e chegar a 8,0 em 2024. Vale ressaltar que tais estimativas têm como cenário um mundo sem recessão. Os principais consumidores estão na Índia e adquirem principalmente sandálias confeccionadas no próprio continente. A China em especial tende a decolar na medida em que cresce a renda per capita”, aponta Lee.


Dando continuidade ao tema, a palestra de Alberto de Castro deu enfoque a duas realidades do setor calçadista: os países produtores e os exportadores. “A Ásia, por exemplo, com quase 90% da produção mundial tem cerca de 50% dos pares destinados ao mercado externo. Se o mundo enfrentar mais uma crise mundial, por exemplo, Ásia e Europa conseguem se auto-sustentar com os próprios mercados, a mesma realidade não se aplica à América do Norte com 2% da produção mundial e 17% do consumo. Acredito na crise de 2008 como no mínimo um sinal de aviso tendo em vista esse equilíbrio. Diante desse fato, acredito na década atual como a de maior contribuição dos países emergentes para o desenvolvimento mundial”.

Outro item pontuado por Castro se refere ao envelhecimento da população. “Isso é uma realidade em alguns países e o futuro próximo de outros, com essa dinâmica surge um novo tipo de consumidor com novas expectativas quanto aos produtos. Trata-se de uma população com mais cultura e maior poder aquisitivo em comparação há 30 anos que deve e precisa ser aproveitada pela indústria”.

 

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