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Painel das Américas: produção de calçados, produtividade, automação e custo do trabalho

Mão de obra qualificada, segurança e ambiente apropriado para o trabalho e closters consistente estão entre os pontos destacados como fundamentais para o futuro da indústria calçadista. Estes e outros temas foram abordados no Painel das Américas que teve palestrantes do Brasil, México e Colômbia.

Abrindo o painel Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio, uma das maiores industrias calçadistas do Brasil com mais de 8.000 colaboradores distribuídos em nove unidades fabris no Rio Grande do Sul. “A industria calçadista tem um grande potencial de crescimento nos países da América do Sul e Central, graças a um crescente número de pessoas ingressando no mercado consumidor. Mas para o crescimento do nosso setor alguns pontos são fundamentais como: qualidade no ambiente de trabalho (fabricas limpas e arejadas), mão de obra qualificada e treinamento constante das equipes de trabalho, procedimentos padronizados, automação e a criação de novos postos de trabalho. O Brasil tem um enorme potencial de crescimento é o futuro está na incorporação de mais pessoas no mercado de trabalho. Vamos criar a ‘Bolsa Trabalho’, disse Argenta destacando que onde há emprego há educação, segurança e saúde”.

Roberto Plasencia Saldaña
, diretor geral do Grupo Flexi, a maior fabricante de calçados no México, apresentou um perfil da industria calçadista mexicana. “Temos 112 milhões de habitantes e uma abundante mão de obra. Consumimos 893 milhões de pares de calçados o que é aproximadamente 2,7 pares por pessoa. Temos 3 mil industrias de calçados que produzem 253 milhões de pares. 75% desta produção está concentrada na grande e média industria. 65% dos nossos calçados são de couro. A cidade de Guanajuato concentra 70% da produção nacional de calçados, tem mão de obra especializada e muitos jovens trabalhando na sua industria. Quanto a exportação, o México exportou no último ano, 58 milhões de pares de calçados, e temos 12 Tratados de Livre Comercio com 43 países. O México é um campo fértil para alianças e o crescimento do setor calçadista”.

José Carlos Brigagão, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados
de Franca, principal pólo de calçados masculino do país, apresentou um panorama do pólo desde seu inicio na década de 20 até os anos atuais. “Em 2011, Franca ficou no 9º lugar na colocação nacional de empregos. Temos 28 mil funcionários diretos. Um completo cluster formado por 1015 empresas, que nos fornecem matéria-prima, mão de obra qualificada, maquinário, cursos de especialização. Apostamos e investimos na qualificação e formação profissional com cursos em parceria com o Senai, Sebrae, Sesi e Senac. Também temos programas em prol do meio ambiente. Todo este trabalho resulta em um pólo calçadista forte que em 2010 exportou 3,3 milhões de pares de calçados, para 59 países”.

Ronald Bakalarz, presidente do Grupo Stanton e presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Comércio Exterior da Colômbia (ANALDEX) e membro do Conselho de Administração da Associação Colombiana das Indústrias de Calçados, Couro e Manufaturas (ACICAM), falou sobre a indústria calçadista naquele país. “Temos mais de 65 mil empregos diretos no nosso cluster. A Colômbia consome 100 milhões de pares de calçados/ano, destes 50% são importados. Enfrentamos problemas sérios de contrabando, o que faz com que 80% dos calçados importados tenham alguma irregularidade. Recentemente tivemos queda nas exportações devido há vários fatores entre eles a redução da exportação de calçados para a Venezuela, que era a nossa principal compradora, e problemas com o cambio. Para mudar este quadro estamos buscando novos mercados e criando acordos de Livre Comércio com vários países da Europa, Estados Unidos e outros”.


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