Notícias

Tel.:(11) 3897-6100

pt
en
es

COUROMODA 2024

Todos os serviços para sua participação na Couromoda.

VIAGEM E HOSPEDAGEM

Oportunidade de atualização com os principais temas do mercado.

CREDENCIAMENTO EMPRESARIAL

Garanta sua credencial para a mais importante feira de calçados da América Latina.

SÃO PAULO PRÊT-À-PORTER

Feira Internacional de Negócios para Indústria de Moda, Confecções e Acessórios.

Notícias da Couromoda

Calçado no Mundo

Notícias do Setor

Colunista

Lançamentos e Moda

Mídia

Facebook
Twitter
Pinterest
[wpavefrsz-resizer]

Pesquisa retrata o Perfil do varejo brasileiro de calçados e bolsas

Uma das palestras mais aguardadas da 17ª edição do Congresso Brasileiro de Calçados foi o “Perfil do Varejo Brasileiro de Calçados e Bolsas”, que apresentou os resultados de uma ampla pesquisa realizada em outubro de 2012 pela Couromoda, com apoio da Ablac, envolvendo 3 mil lojas, de 200 cidades. Foram levantados os hábitos de compra do varejo, com foco nos seguintes itens: níveis de mark-up praticados; giro médio de estoque; tamanho dos estoques; porte das lojas por faturamento e número de filiais, entre outros.

Airton Manoel Dias, diretor da Couromoda, apresentou os resultados da pesquisa, que destacou também levantamento feito sobre venda de coleções e os meses mais adequados para o varejo receber e vender cada coleção. Além de médias gerais, os dados serão apresentados por regiões geográficas, por porte das lojas e por linhas de produtos: feminino, masculino, infantil, tênis e bolsas.

A pesquisa trabalhou quatro pontos:

1. O mark-up praticado pelo mercado
O mark-up médio brasileiro gira em torno de 110%, não havendo diferenças significativas entre as diversas regiões: Sul 112%, Sudeste 111% e Norte/Nordeste, 110%. O Centro-Oeste apresentou uma média um pouco mais baixa: 107%. Analisando-se o tamanho das empresas de varejo, percebe-se que há uma diferença mais efetiva: empresa com um ponto de venda com mark-up médio de 107%. Redes com mais de 20 pontos de venda já atuam com mark-up de 120%. “Isso não quer dizer necessariamente que o preço de venda da rede seja maior do que o da loja menor, pois isso depende das condições de compra e da carga tributária, por exemplo”, explica Airton Manoel Dias.

2. Tamanho do estoque no varejo
Sempre houve muita curiosidade sobre esta informação, pois muito se falava sem comprovações. Havia quem defendesse a tese de que a grande maioria das lojas atuava com mais de cinco meses de estoque (150 dias) e outras com apenas dois meses (60 dias). “A pesquisa mostrou que o estoque médio gira em torno de 110 dias ou a média de 3,6 pares em estoque para cada par vendido mensalmente”, acrescenta Dias.

Aspecto importante é de que há sinais de que o estoque está sendo ajustado pelo varejo para níveis menores, pois em torno de 60% dos entrevistados declararam atuar com, no máximo, 90 dias em estoque. Com isso, estão girando seu estoque médio mensal quatro vezes no ano. Isto significa menor custo financeiro, menor risco de encalhe e de pontas e, por consequência, menores vendas com descontos.

3. Problemas de calce em femininos
O número gravado no calçado/etiqueta, na hora da venda, calça outro número diferente. O problema vem afligindo o lojista e ganhou importância nos últimos três anos. A pesquisa mostrou que o problema é real e num nível altamente preocupante para todos: 78% dos lojistas afirmam conviver com a situação de ter, por exemplo, o número 38 no estoque, mas calçar 37 ou 39.

“Além de gerar irritação na consumidora, está criando um problema sério nos estoques das lojas, que passam a ter um estoque no papel e outro irreal, que não calça o número nele gravado”, enfatiza Airton Manoel Dias. Para o diretor da Couromoda, o setor precisa discutir e resolver esta situação, pois todos são prejudicados, inclusive a própria indústria.

4. Coleções: Quais as necessidades das lojas quanto às entregas e à abertura das vendas?
Entre as duas principais coleções do ano – primavera/verão e outono/inverno –, ocorrem renovações constantes e quase mensais. No Congresso Brasileiro do Calçado de 2012, não se discutiu a necessidade dessas renovações, que são entendidas por todos como fundamentais para atender à exigência de um mercado ávido por novidades e moda, acrescenta.

A pesquisa procurou saber, principalmente, qual a posição das lojas com relação às suas necessidades reais com o que irão colocar em suas vitrines. A coleção mais complexa nesse sentido é a outono/inverno. Lojistas alegam que estão recebendo cada vez mais antecipadamente esses produtos, mas que o inverno chega cada vez mais tarde. Alegam também que têm sido comum lançamentos de produtos de inverno a partir de fevereiro nas lojas, gerando liquidações antecipadas em maio ou envelhecimento dos modelos, quando chega o pico da estação em maio/junho.

Os resultados da pesquisa quanto ao outono/inverno, mesmo com relação ao varejo da região sul, onde a estação fria é mais presente e rigorosao, foram enfáticos: na região, 100% dos lojistas declaram querer verão em suas vitrines de outubro a fevereiro. Apenas 25% querem ter inverno em fevereiro e 60% querem essa linha em março. Produtos para inverno são desejados por 100% dos lojistas apenas após abril e permanecem nesse índice de interesse até julho.

Essa mesma coleção, na região sudeste, só atinge 100% dos lojistas em abril/maio/junho. Em janeiro/fevereiro, chega a 100% e, em março, 85% querem verão em suas vitrines. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, coleções verão e meia estação são as vedetes, ocupando praticamente toda a agenda dos lojistas dessas regiões.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS NOVIDADES