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Retomada das exportações é o caminho para o crescimento econômico do Brasil

“As novas políticas para os setores da indústria, comércio e serviços no Brasil” foi o tema de almoço-debate promovido essa semana, em São Paulo, pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, que apontou a exportação como saída para a crise econômica do país. 

Para falar sobre o assunto o convidado foi o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, que devido a problemas de saúde não pode comparecer e enviou para lhe representar Ivan Ramalho, secretário Executivo do MDIC na condição de Ministro Interino; e David Barioni, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Francisco Santos, presidente do Grupo Couromoda, fez parte da mesa debatedora do almoço que teve a presença de 360 empresários de diversos setores.  

Luiz Fernando Furlan, presidente do LIDE Internacional, abriu as apresentações dizendo que as possibilidades de melhora para a economia do país são grandes. “Meu avó já dizia ‘Dia de muito, véspera de pouco e vice e versa’. O empresário deve ter a percepção do futuro e se motivar para os dias melhores que estão por vir. Reativar as exportações é o caminho para o crescimento do Brasil e estou certo que o ministro Armando Monteiro Neto e a sua equipe vão trabalhar para isso”.

Os 17 anos de trabalho da Apex-Brasil e sua contribuição para o crescimento das exportações foi abordado por David Barioni, presidente da entidade. “Ao longo desses anos, a agência tem trabalhado para incrementar as exportações e conquistar novos mercados com potencial para comprar produtos brasileiros. O Brasil tem cerca de sete milhões de empresas, mas apenas 20 mil exportam. E é em momentos de retração que precisamos reforçar as exportações. Só esse ano, a Apex-Brasil vai participar de mais de 100 eventos em várias partes do mundo, levando empresas e promovendo os produtos brasileiros”.

PNE
O novo Plano Nacional de Exportações (PNE) foi destacado na apresentação do secretário executivo, Ivan Ramalho. “Já estamos bastante avançados para a implantação do plano. Mais de 80% de todos os setores exportadores foram ouvidos. Defendo maior participação, especialmente da indústria para intensificar seus esforços em exportar. Esse plano é um trabalho conjunto entre governo federal, estadual e o setor privado”.

Para Ivan Ramalho estamos em um ano em que o setor exportador é a alternativa para a retomada do crescimento da economia brasileira e como um caminho para os empresários que estão enfrentando a queda de consumo do mercado interno. “Temos muitos setores para crescer nas exportações e novos países para conquistar. Vamos desenvolver novas agendas para a exportação, nos dedicar a novas áreas e ao setor de serviços que já vem crescendo”.

Dentro do tema de exportação de serviço, Waleska Santos, presidente da Hospitalar, perguntou a Ivan Ramalho sobre a captação de pacientes de outros países para hospitais do Brasil. O ministro disse que desde 2011, o governo vem incentivando a exportação de serviços e que já vem conversando com os setores, a Apex e associados para poder alavancar essas exportações. Também se colocou à disposição da presidente da Hospitalar para tratar sobre esse tema.

Competitividade do setor industrial
Ivan Ramalho lembrou que perdemos competitividade. Atualmente exportamos 30%, mas há alguns anos as exportações brasileiras chegavam a 50%. “Ainda que eu concorde com os impostos altos nas exportações, estamos próximos de retomar a curva de crescimento. Priorizaremos mercados mais robustos como os Estados Unidos e a União Europeia, mas precisamos diversificar com os menores como Paraguai, Peru, Chile, entre outros. A diversificação será uma das principais metas no Plano Nacional de Exportações”, destacou.

Reintegra e Câmbio
Questionado sobre como exportar em um ambiente de negócios desfavorável, com um câmbio instável, com o Reintegra e a com a desoneração da folha, Ramalho argumentou que o ministério trabalha com uma agenda harmonizada com o setor privado em diferentes áreas e países, e que o Brasil pode ampliar as exportações para a América do Sul e costa do Pacífico. “O câmbio atualmente já é mais amigável e favorece as exportações. Quanto ao Reintegra, em função do ajuste fiscal, a alíquota foi reduzida a 1%, mas retornará aos 3% gradualmente nos próximos três anos. Com relação à folha, este sacrifício é parte integrante do ajuste que temos de enfrentar este ano”.

Convidados da Couromoda
A convite da Couromoda participaram do encontro dirigentes dos setores de saúde e beleza: Paulo Henrique Fraccaro, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO); Yussif Ali Mere Jr, presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (SINDHOSP); Luiz Fernando Ferrari Neto, vice-presidente do SINDHOSP; Edson Santos, presidente do Grupo Vita; Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP); João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC); e Jean-François Quentin, COO, da United Business Midia Brazil (UBM).  

SOBRE O LIDE
Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais tem 1.700 empresas filiadas (com as unidades regionais e internacionais), que representam 52% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

Com a participação direta dos presidentes de todos os associados, o LIDE é uma instituição prática e produtiva, na qual todos interagem nos encontros que acontecem no Brasil e no exterior. Ministros, governadores e prefeitos são os convidados habituais a apresentar seus planos de governo. Os presidentes Fernando Henrique, Lula e Dilma também já estiveram no Almoço-Debate. Francisco Santos é membro desde 2004.

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Fotos: Fredy Uehara – Uehara Fotografia

 

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