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União Europeia: fabricação de calçados, produtividade e inovação

O Painel da União Europeia, apresentado durante a sessão plenária “Modelos de Fabricação de Calçados em uma Economia Globalizada”, no primeiro dia do World Footwear Congress, reuniu representantes da Itália, Suécia e Portugal para falar sobre a fabricação de calçados, produtividade e inovação.

Os palestrantes destacaram as oportunidades e desafios que os fabricantes enfrentam para progredir num setor em transformação. Inovação, criatividade, marca, novas demandas, especialização e qualidade foram alguns dos itens destacados.


Cleto Sagripanti, presidente da Manas Spa e da Associação Nacional das Indústrias de Calçados da Itália (Anci), destacou os desafios da indústria europeia e pontuou uma oportunidade para a expansão do setor. “A cadeia de fornecedores não garante por si só lucros altos, é preciso criar uma estratégia e investir em produção, gestão e em alianças que aumentem a presença dos produtos europeus nos mercados emergentes. Outro ponto que deve ser explorado é o comércio eletrônico, capaz de oferecer uma nova plataforma ao setor com eficiência nos processos”.


Peter Geisler
, presidente da sueca Arbesko, falou sobre as políticas para o setor sob a perspectiva dos fabricantes. O palestrante destacou que os métodos de produção de calçados mudaram nos últimos anos. Sobre o Brasil, Geisler ressaltou o crescimento do setor e também os problemas na área de exportação. “Entretanto, vejo o futuro para os fabricantes de calçado com muitas oportunidades, mas um grande risco é a comoditização”, disse. “A solução é inovar com criatividade. Além disso, é preciso investir em marca e valor agregado”, concluiu.

O presidente da European Platform Sport Innovation (EPSI) e do WG R&D da Federation European Sporting Goods Industries (FESI), Antonello Marega, falou sobre a cooperação entre as duas plataformas para o desenvolvimento do setor de calçados na Europa. Para as duas entidades, as novas oportunidades de mercados estão em: nichos de atuação, demandas sociais emergentes, informações sobre as mudanças na sociedade, saúde para idosos, redução dos efeitos de uma vida sedentária, promoção da saúde e bem-estar para pessoas com uma vida agitada. “A obesidade e o sobrepeso e o envelhecimento da população são oportunidades para a indústria de sapatos, em direção a um futuro mais sustentável em um mercado emergente e de oportunidades”, declarou. Sobre a tecnologia, Marega destacou que é preciso dar suporte às pequenas e médias empresas, o que é uma realidade no setor calçadista.

Fortunato Frederico, presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele (APICCAPS), ressaltou que hoje há um padrão de consumo mundial, o que não acontece na oferta e, principalmente, na fabricação de calçados. Com a globalização, há a segmentação da produção e as flutuações nos padrões de consumo. “Na Europa, observamos duas situações: produto com baixo preço e sem preocupação com a moda (asiático) e uma procura mais exigente, mais interessada em moda e menos no preço, um público que vê o sapato como uma manifestação cultural”, explicou. O palestrante lembrou que a África ainda é incipiente em produção calçadista e a América Latina bastante voltada para o mercado interno. Sobre o seu país, Portugal, Frederico disse que o setor calçadista é o mais internacionalizado e dois terços do mercado é atendido por importações. O palestrante defendeu um comércio livre e justo, com qualidade e preço para todos os consumidores. “A globalização não pode ser apenas em um sentido e nem apenas para alguns”, enfatizou.


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